Foto: Rede Esportiva

No meio desse mar revolto de escassas novidades quanto ao retorno do futebol (a exceção é o escárnio que ocorre no Rio de Janeiro), muito se questiona se Brasil e Pelotas não estariam descansados demais em suas missões antes de a bola começar a rolar para valer. Este reles colunista afirma: não estão.

Com o advento das redes sociais, o que mais apareceram foram os comentaristas para todos os assuntos. Antigamente poderiam ser chamados de sabe-tudo, hoje eu gosto desse termo que citei acima. Nas ruas e nas redes, nossos torcedores/comentaristas mais reticentes com a falta de notícias vindas da grande mídia colocam como atraso por parte da dupla. Eu não concordo e chamo de outro nome: cautela.

Lembrando do samba da União da Ilha de 1978, digo: “Como será o amanhã? Responda quem puder…” Quando a curva da pandemia vai achatar? Quando, de fato, teremos condições seguras de começar o estadual? Ninguém sabe. Não há porque se apressar para um campeonato que ninguém sabe nada. Pensar em classificação no Gauchão beira a utopia. Para mim, seria uma grata surpresa, caso venha a ocorrer. Rebaixamento, não vai acontecer, mas quem ficar nos dois últimos lugares perde meia cota de TV ano que vem. Há de se ter um cuidado para isso não ocorrer em 2021. O Brasil tem grupo, e o Pelotas, ao que se sabe, também. O que está sendo feito é uma violência com os clubes do interior, em um campeonato que não deveria ser retomado, e que, hoje, apenas Grêmio e Inter, que costumeiramente dão de ombros ao estadual, tem interesse na volta.

Já no Brasileiro, a Série B tem uma estimativa de retorno (15 de agosto), que ainda carece de confirmação. A Série D, nem isso.

Não fiquem preocupados. Os cinco ou seis reforços prometidos pelo presidente Ricardo Fonseca, com toda certeza, já devem estar com acerto prévio com o clube. Bem como os jogadores que reforçarão o Lobo na Série D e que atuaram por outros clubes no Gauchão, como Itaqui e Renan, por exemplo. Não confundam falta de notícias com morosidade das direções. Conhecendo os dois presidentes como conheço, tenho certeza que o planejamento está correndo da maneira que deve/pode ocorrer, aliado à cautela que eles, responsáveis por instituições importantes e mais que centenárias, precisam ter. No que diz respeito à questão sanitária, e principalmente à questão administrativa/financeira.

Por tudo isso, estimados leitores, eu os tranquilizo: a Dupla está bem. E não está atrasada.

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