Arte: Rede Esportiva

Se em condições normais, nossa Dupla não poderia se dar ao luxo de errar na montagem do plantel – e erram muito – agora, quando a bola voltar a rolar, a margem de erro tem de ser menor ainda.

Ouve-se a todo momento que os clubes começarão a dar mais valor ao dinheiro e parar de pagar salários elevados a jogadores que talvez não os mereçam, porém, será necessário demonstrar arrojo e criatividade na hora de manter os plantéis para a volta do futebol. Falar em arrojo é complicado. Tenho certeza que nenhum dirigente avalia algum jogador erroneamente de propósito, mas será preciso fugir do óbvio. Brasil e Pelotas precisarão fazer buscas minuciosas no mercado e ousar. Arriscar, mas com o mínimo de sensatez. Não dá mais para aturar jogadores que chegam a Pelotas sem saber onde estão pisando, ou, ainda, sendo contatados por DVD.

O Brasil irá contratar de cinco a seis nomes que passarão pelo crivo de Hemerson Maria, que como tem mercado em outros centros pode acabar indicando atletas que cheguem para agregar tecnicamente de fato. O presidente Ricardo Fonseca comentou que as pedidas salariais estão mais baixas, o que já é bom, e se nesse primeiro ciclo de contratações a margem de acerto for boa, pode fazer com que a cirurgia no plantel para a Série B seja pequena. Já começaria a adiantar o lado de Hemerson Maria, que poderia ir fazendo seus ajustes desde o primeiro momento.

Já o Pelotas terá dois ciclos de contratações em um curto período: refazer seu grupo para o Gauchão, contratando uns e recontratando outros (pela informação que tenho serão cerca de 10 nomes), para só depois reforçar seu plantel para a Série D com aqueles que já jogaram o Gauchão. Os nomes que vazaram até agora são muito interessantes para disputar uma Série D. E todos confirmaram sondagem, mesmo que não tenham cravado a transferência.

Claro que chegarão nomes que não agradarão ao torcedor. Isso acontece sistematicamente na cidade, e no Pelotas vem acontecendo ao longo dos anos. Mas é impossível tratar nomes como Renan, Itaqui, Jardel e Gerley como ruins para uma realidade de Série D. Se vierem, o Pelotas começaria teoricamente bem e arrojado, como há muito não era visto pelas bandas da Avenida.
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