Foto: Rede Esportiva

Ainda seguimos tratando de incógnitas. De como o vírus seguirá se portando, quando a curva irá entrar na descendente, mas principalmente: como estarão os nossos clubes nessa volta do Gauchão. Aliás, eu sigo com ressalvas quanto ao recomeço, principalmente pelo o que foi visto no vizinho estado de Santa Catarina, mas eu prometi que não ia ser chato, e vou tentar evitar esse assunto, pelo menos por agora.

Mesmo começando em 22 ou 23 de julho, o aspecto físico/técnico será imensamente prejudicado. Se normalmente já vemos jogos de nível técnico bastante duvidoso, o que dizer de agora, após 4 meses de parada e com muitos clubes com reformulações drásticas em seus elencos? Nem precisamos falar da parte física.

Enquanto teremos o caso da dupla Gre-Nal, que está treinando há dez semanas, teremos casos como o do Novo Hamburgo, que se apresenta nessa terça (14) para a preparação. A disparidade, que já é grande, tomará dimensões abismais.

É bem verdade que as cinco trocas darão uma “tapeada”, mas ainda assim será muito complicado.
Já ouvi algumas vezes que esse resto de campeonato é de interesse apenas de três clubes: o já finalista Caxias e a dupla da capital. E eu concordo. Pensar em qualquer um dos outros nove clubes fazendo frente, nas atuais circunstâncias, é ilógico.

Minha curiosidade será com o Bra-Pel. Se geralmente já são jogos amarrados, imaginem agora. É bem verdade que o Brasil já tem os jogadores treinando individualmente há um pouco mais de tempo, mas, sinceramente, não sei o quão na frente isso vai significar.

Chamado por aqueles “visionários” de “caravana da miséria”, a retomada do Gauchão pode ser mesmo uma miséria. Miséria técnica e física.


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