Arte: Rede Esportiva

A ausência do rebaixamento e a liberação de contratações por parte da FGF traz aos clubes alguma tranquilidade e, com ela, a possibilidade de um planejamento diferente para o restante do ano. Aproveitando essa mudança no regulamento inicial, Brasil e Pelotas têm a oportunidade de recalcularem as respectivas rotas, deixando claro que ambos não estavam totalmente satisfeitos com o que vinha acontecendo no binômio rendimento x resultado. O Xavante, investindo na troca de treinador e também na gerência de futebol, enquanto que o Lobo, além de reformular o elenco, também mudou o comando técnico.

Pelo lado do Pelotas aconteceu algo praticamente inédito, que é começar o Gauchão com um time e terminar com outro bastante modificado, visto que, além da Comissão Técnica, vários atletas não retornaram à Boca do Lobo para a sequência da temporada.

No duelo de treinadores, o Brasil estreia Hemerson Maria, que tem experiência na Série B, cuja contratação foi pensada para a sequência da temporada dada sua larga experiência na competição nacional, tendo muitas vezes o próprio Xavante como adversário.

Colbachini é forjado na Cantera de Alvorada, como tantos outros nomes que por lá passaram, tendo alguns inclusive vindo a assumir lugar de protagonismo no cenário nacional. O futebol de formação, assim como revela atletas, também tem se mostrado pródigo em formar seus comandantes. Mano Menezes e Celso Roth são egressos da base colorada. O próprio Pelotas em passado recente trouxe Tiago Gomes, que hoje comanda o sub-23 do Grêmio.

O comandante xavante foi atleta de futebol e parou ainda jovem. O fez por opção e logo em seguida iniciou carreira como treinador na base de Avaí e Figueirense até passar a trabalhar com profissionais e rodar em alguns estados do Brasil, sendo lembrado principalmente pela longevidade à frente do Vila Nova, onde por duas temporadas foi um postulante ao acesso. Mostrou que quando teve tempo para trabalhar entregou resultados convincentes.

Um com a apostila sob o braço, outro com a experiência nas suas atitudes. Não quer dizer que este não estude; ou que aquele não tenha experiência. Vejo no comandante xavante alguém que fez a transição da base para o profissional há mais tempo, enquanto Colbachini inicia agora a carreira solo. Ambos capazes e preparados, como exije o mercado atual, cada um apto a deixar sua assinatura na história do futebol pelotense.

Nunca duvidem dessa nova geração, que tem o estudo como DNA mas, de certa forma, também fala a linguagem do jogador, cujo perfil também mudou ao longo do tempo. Nunca desprezem a capacidade de um treinador experiente, que já vivenciou variados momentos no banco de reservas e tem a experiência como atleta a ser compartilhada.

Espero que a competência de um ou de outro não seja julgada ao fim de 90 minutos apenas, mas que seja avaliada toda a trajetória ao longo da temporada, levando em conta um início atípico e a falta de um período adequado de preparação para as equipes.

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