Nesta terça-feira o ex-atacante da dupla Bra-Pel, Felipe Garcia, atualmente no Vitória-BA, conversou com o repórter Marcelo Prestes, da Rádio Universidade, sobre este período sem bola rolando e relembrou alguns momentos nas equipes pelotenses.

As lembranças de Pelotas vão além das quatro linhas da Boca do Lobo ou do Bento Freitas. A cidade marcou grandes momentos de Garcia no futebol mas também na vida pessoal. “Tivemos nossa primeira filha em Pelotas. A Teodora viveu quase dois anos na cidade, ela tem algumas memórias e tem os vizinhos que a gente conversa ainda. Ela torcia para o Brasil, tem foto e tudo. O menino veio na metade de 2016, pôde acompanhar um pouquinho do meu mundo no futebol quando voltei para o Brasil e quando tava no Goiás. Então já tem uma briga dentro de casa, um torcia pelo Brasil de Pelotas e o outro pelo Goiás”, brincou.

 

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Com passagem pelo Pelotas em 2013/14 e pelo Brasil de 2014 a 2016, Felipe relembrou momentos importantes vestindo as camisas que representam a cidade.

Foto: Marcelo Campos

Pelo lado azul e ouro, o jogador participou de momentos importantes como a Super Copa e Recopa Gaúcha. “Os títulos e as amizades que eu fiz lá dentro também, o grupo era muito bom de trabalhar. Foi um semestre só com coisas boas. Começamos o ano com a Recopa, uma questão individual muito importante, entrando no jogo, voltando de uma lesão e fazendo dois gols. Foi importantíssimo”, lembrou.

Foto: Jonathan Silva / AI Brasil

Já no Xavante o período foi mais longo e Felipe foi destaque em um elenco que teve uma arrancada a nível nacional, passando da Série D à Série B. “Eu me recordo muito bem de um jogo, que é muito importante, foi o jogo entre Brasil e Brasiliense. O primeiro jogo no Bento Freitas. Frio, eu tava no banco, a gente tava perdendo, acho que de 1 a 0, aí eu entrei no segundo tempo e conseguimos virar no final. Esse jogo me marcou muito porque foi ali que conseguimos a primeira vantagem para ir para Brasília e conseguir o objetivo. Obviamente teve muitas outras pedras no caminho. Lá em Brasília talvez muito maior do que o resultado adverso que enfrentamos no Bento Freitas, mas lembro desse jogo porque viramos a chave. Estávamos perdendo mas muito bem no jogo, a força do Brasil, a torcida, o conjunto da obra virou aquele jogo em questão de mágica”, contou.

Hoje com 29 anos, Felipe não esconde a gratidão pelo Brasil, onde se destacou há quatro anos e lembra a força dada pelo treinador Rogério Zimmermann. “Foi um start na minha vida, até de mudança mesmo. Eu caí nas mãos de um treinador que já me conhecia, me acompanhava e sabia muito bem o que eu poderia render e como eu poderia crescer na mão dele. Fora as condições de trabalho que o Brasil nos propôs, em todas as temporadas e com todos os objetivos. O conjunto da obra foi o que fez com que eu também pegasse tudo o que seria bom para mim. Entrei de cabeça na ideia do Brasil e depois dali foi só aprendizado, só coisa boa. Se eu pudesse voltar e fazer tudo de novo eu faria da mesma forma”, disse.

Temporada no Japão
Com o destaque vestindo a camisa rubro-negra, Felipe saiu do Xavante em 2017 para enfrentar o desafio de jogar do outro lado do mundo. Ele e Washington, volante companheiro de equipe, foram contratados pelo Nagoya Grampus, do Japão.

“A gente saiu daqui em uma campanha muito boa do Brasil e chegamos lá (Japão) com um projeto muito legal. Infelizmente o time tinha caído para a segunda divisão, o Nagoya Grampus é um dos quatro grandes do Japão, então tinha uma pressão muito grande para subir. Tinha sido feita uma troca quase total no clube, de presidente, técnico, jogadores e a gente chegou em um novo ciclo. Um clube grande, cidade grande, a expectativa do retorno à primeira divisão e também uma novidade. Já tinha morado fora do país, no início da carreira joguei na Dinamarca, então já sabia um pouquinho como lidar. Foi uma experiência incrível. O campeonato muito bem disputado, tivemos muitos tropeços na temporada, mas no final conseguimos o acesso”, destacou.

Pausa no futebol
Sobre a situação atual diante da pandemia de coronavírus, Garcia comentou que é um momento difícil mas que está se preparando para manter o condicionamento. “Temos essa dura parada por conta da pandemia, a gente tenta se manter em um nível para que a gente não perca tanto e quando voltar possa estar o mais pronto possível. Tá difícil, é inédito. Tentamos seguir as orientações dos médicos. Foram nos passadas muitas (orientações) quando paramos. E também as orientações da OMS. É um momento de se resguardar mesmo, de ficar em casa e se proteger… Não tem o que fazer”, disse.

No Vitória desde o ano passado, Felipe está contando com o apoio do clube para tentar seguir a rotina de treinamento. “Conversamos semanalmente, foi nos passado treinos e eu sou um dos mais chatos, toda semana entro em contato perguntando sobre a volta, como está, se tem alguma novidade. Além do que a gente escuta e lê nos noticiários. Talvez agora está próximo de uma volta, mas há duas semanas a gente estava no escuro”, falou.

“Nosso objetivo estar brigando e nos manter o ano inteiro no maior nível possível. Nós começamos o ano muito bem, a gente teve a primeira derrota uma semana antes da parada, que foi na Copa do Brasil contra o Ceará”, falou.

Foto: Maurícia da Matta / AI Vitória

 

 

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