Foto: FGF

Convivendo com as incertezas em relação a continuidade do futebol mundialmente, os torcedores estão ansiosos sobre qual será a decisão tomada pelas autoridades responsáveis. Sobre a situação do Campeonato Gaúcho, o apresentador Alexandre Praetzel entrevistou o presidente da FGF, Luciano Hocsman, no canal Praetzel TV, no Youtube. 

Na entrevista, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol falou sobre como está sendo conduzido este momento dentro da entidade. “O mais correto, na minha opinião, seria o encerramento do Campeonato Gaúcho sem Campeão nem rebaixados, porém se a federação decidir diferente, temos que cumprir. Todos estão ansiosos, mas precisamos de cautela”, falou.

Muitos torcedores, inclusive nas redes sociais, questionaram sobre a possibilidade de declarar o Caxias campeão e encerrar o campeonato, considerando que a equipe grená foi a vencedora do primeiro turno. Para Hocsman, não é um formato viável.

“Se a federação determina, por exemplo, que ninguém vai cair e o campeonato termina agora, no meu juízo não é a forma mais correta declarar um campeão, porque vai estar tratando resultados obtidos dentro de campo de forma desigual. Aquilo que foi obtido dentro de campo, estaria premiando na ponta de cima e não respeitando o que aconteceu na parte de baixo da tabela”, disse.

O presidente ainda expressou o formato que acredita ser o correto. “O mais correto em termos de legalidade é: a partir do momento que tu declara uma competição encerrada sem que ela tenha cumprido com a sua previsão de partidas, no meu juízo é de que não tenha campeão, não tenha rebaixamento e se tenha como inexistente essa competição. É lógico, o título que o Caxias ganhou no primeiro turno permanece, é válido, sem problema nenhum”, afirmou.

Confira outros trechos da entrevista:

Vagas de Copa do Brasil e Série D
“O critério para a distribuição dessas vagas é da CBF. Uma das vagas do Rio Grande do Sul vem pelo Campeonato Gaúcho. Como eu vou encerrar uma competição sem ter da CBF a definição de como vai ser a distribuição dessas vagas? Isso tudo é muito complexo. Eu não penso, de forma alguma, em dar um canetaço agora. Até porque não é o meu perfil. Tenho procurado conversar com os presidentes, já fizemos duas ou três reuniões virtuais sobre essa situação toda. Lógico que todo mundo está ansioso e angustiado mas precisamos ter um pouco de cautela, calma e principalmente ciência das nossas responsabilidades”, concluiu.

Datas para cumprir o calendário
“A CBF está em constante contato com o ministério da saúde, buscando as informações. Da mesma forma, aqui no estado tenho buscado contato com as autoridades da saúde e até com o governador para que a gente possa desenhar cenários. Mas, o mesmo cenário que vamos desenhar hoje pode mudar amanhã. Às vezes as pessoas querem uma data para recomeçar, mas não posso dar. Só vai gerar uma falsa expectativa e mais ansiedade ainda do que trazer um benefício. É preciso viver um dia de cada vez, passo a passo.”

Contratos
“Tem toda a questão contratual dos atletas. As dificuldades econômicas que os clubes passam aqui no estado. Nós temos passado algumas orientações sobre o que é interessante trabalhar, especialmente na Divisão de Acesso, de que forma trabalhar com os contratos dos atletas.”

Possibilidade de jogos com portões fechados
“A informação que eu tenho é de que vai demorar bastante para voltar a aglomeração de pessoas, vai levar um tempo ainda. Isso não quer dizer que, havendo concordância dos atletas, sindicato de atletas, segurança, imprensa não voltaremos. Talvez a gente precise passar por um processo de adaptação em algumas questões. Vai ter que haver um contingenciamento de profissionais (polícia militar e imprensa). Eu acredito, é uma crença não é informação, que assim que acontecer o achatamento dessa curva ou a mínima possibilidade da coisas voltarem ao normal, que o futebol possa voltar, nas primeiras rodadas com os portões fechados, havendo a concordância e segurança de todos.”

“É muito complicado porque a gente sabe que, muitas vezes, os recursos advindos da bilheteria para os nossos clubes aqui do interior representam muito. É preciso ter responsabilidade e priorizar sempre a saúde e bem estar”

Terá ajuda financeira aos clubes por parte da FGF?
“Na Divisão de Acesso, que é aquela onde não tem um patrocinador master, e não tem ainda a venda de direitos de televisão, nós com previsão no regulamento da competição havia já um valor para custear despesas de cada clube. Eles apresentavam a nota fiscal da despesa e até um determinado valor a federação ressarcia. Ainda que a competição esteja suspensa e muitos clubes  tivessem apresentado as notas de despesa, em razão desse problema nós repassamos integralmente o valor que cada um teria direito para custear especialmente a situação contratual dos atletas e as despesas nesse período. O somatório desse benefício gira em torno de 1 milhão de reais, dividido entre os clubes.”

“No Gauchão cada clube recebe a cota de televisionamento, dos patrocinadores, que já tem um valor considerável e mesmo assim os clubes do interior pagam um determinado valor para a federação custear toda a sua competição. Isso já paga todo o registro de atletas, rescisão, taxa de borderô, arbitragem. É um apoio direto.”

 

 

 

 

Deixe uma resposta