Fotos: Rede Esportiva

A volta ou não do futebol no Rio Grande do Sul tem sido o debate durante esta semana. Em reunião com o governador do estado, a Federação Gaúcha propôs uma série de medidas para o retorno. A situação ainda será avaliada e pode ter uma resposta até sexta-feira (8). Na tarde desta quarta, os clubes se reuniram com a FGF. Os presidentes da dupla Bra-Pel concederam entrevista à Rádio Universidade após o encontro virtual.

“Depois da manifestação do governador ontem e hoje à tarde, onde colocou muito corretamente a preocupação do governo do estado com relação à saúde e a todo risco da retomada do futebol, não tinha outra maneira de ser conduzida a reunião, que foi protelada para sexta-feira depois de novos anúncios do governador”, disse Gilmar Schneider, presidente do Pelotas.

Em manifestação, o governador do estado, Eduardo Leite, descartou a volta imediata do Gauchão. Ponto de concordância entre os presidentes de Brasil e Pelotas. “Por enquanto sem condição nenhuma de começar a competição, sem os treinamentos, até pela condição de cada clube. Tem que analisar se tem condição ou não tem de fazer os pré-requisitos que os departamentos médicos exigem”, falou Ricardo Fonseca, presidente do Brasil.

Foto: Victor Lannes

“Acho que a conduta está correta, o risco é muito alto no momento, o governador salienta que esse índice que estamos tendo de infectados deve aumentar, isso com certeza prejudica bastante toda a sociedade. Tem que ter cuidado, não é o futebol que vai sair na frente ou ser beneficiado em um momento desses que está tendo tantos cuidados para que a população não seja infectada”, completou Schneider.

O ideal para o mandante do Lobo seria colocar o Gauchão mais para frente. Para ele, toda decisão deve ser tomada após a definição do calendário nacional da CBF.

“Vamos pensar que a CBF defina para o calendário nacional começar em 1º de  setembro. Qual o problema disso? Não tem problema nenhum, o importante é a saúde. Se isso fosse acontecer, os clubes se apresentariam em 20 de julho, pelo meio de agosto faria o encerramento do Gaúcho e quem joga campeonato nacional joga depois dessa definição. O que é muito pior, é juntar um grupo, trazer jogadores de tudo que é região do Brasil para cá, jogar três partidas e depois não ter calendário. Vai ter que liberar, então por que não traz quando tiver o calendário definido? Acho que é o correto. O Pelotas quer encerrar o campeonato, não tem problema.” avaliou Schneider.

Foto: Rede Esportiva

Fonseca questionou até quando os clubes do interior conseguirão se manter e disse ainda que o Brasil está conseguindo cumprir os pagamentos com jogadores e funcionários. “Os clubes querem terminar dentro de campo mas até quando nós vamos estender essa condição de espera para terminar a competição? Essa é a pergunta. Até quando os clubes vão ter fôlego da parte financeira de esperar para começar. Fica uma incógnita. Por enquanto o que a gente vem recebendo da cota da CBF, da Globo, a gente tem repassado, por enquanto estamos em dia com funcionários e jogadores. Daqui para frente vamos ver se vamos seguir tendo essa condição”, disse.

Os clubes da capital, Grêmio e Inter, retomaram as atividades físicas do elenco com uma forte ação de higienização. Fonseca admite que não há condições de o Xavante adotar o mesmo tipo de estratégia.

Foto: Gabriel Bolfoni / RBS TV

“Assustei com a condição que o departamento médico passou para os pré-requisitos e os protocolos  (…) Muito caro, nesse momento o Brasil não teria condições, já passamos para a federação e para os outros clubes do interior sobre a condição do clube. É totalmente diferente. Tudo nas devidas proporções. O Inter e o Grêmio têm condições muito maiores, com centro de treinamento de três ou quatro campos (…) vários fatores que acabam nos deixando atrás”, falou.

Schneider explicou que a FGF ainda irá enviar o documento para os clubes contendo protocolos que serão avaliados. “Vamos analisar bem os protocolos que a federação propôs, falar com o departamento médico para ver como será possível e analisar o período em que vamos nos reapresentar, quais procedimentos deverão ser feitos com os atletas e funcionários”, disse.

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