Foto: CBF

Na tarde desta quinta-feira (2), o secretário geral da CBF, Walter Feldman, concedeu uma entrevista exclusiva ao repórter Marcelo Prestes, da Rádio Universidade. As medidas para o retorno do futebol em âmbito nacional foram esclarecidas.

O secretário reiterou que as medidas que vem sendo adotadas, já na perspectiva de retomada do futebol, estão sendo pensadas com segurança, responsabilidade e com respeito à vida. “Essa decisão foi tomada com o presidente Rogério Caboclo, com toda a diretoria da CBF, mais as federações e clubes, inicialmente da Série A, depois da B, e um início de sinalização com a C. O presidente Caboclo naquela oportunidade disse o seguinte: “Se vocês gostariam de ter uma data, eu posso oferecer contanto que haja um compromisso dos clubes de que se a cidade onde o clube realiza suas atividades não tiver autorização, os clubes fariam o deslocamento para alguma outra cidade.

Segundo Feldman, 19 clubes da Série A apoiaram a ideia e os 20 da B também  disseram sim. A data ideal divulgada pela CBF para o retorno é o dia 9 de agosto.

“É uma data ideal no quadro hoje existente porque permitiria que nós encerrássemos completamente o Brasileirão Série A, Série B e as outras quase 20 competições do Campeonato Brasileiro. Evidentemente com aperto, com comprometimento de parte do ano que vem, mas entregaríamos o calendário praticamente completo. Há uma prioridade, um precedente, isso só será possível se as autoridades de saúde assim determinarem”, disse.

O secretário contou que deverá haver uma aceitação dos protocolos de saúde, o chamado guia médico, elaborado por mais de 150 médicos do futebol brasileiro. “Teve o apoio de infectologistas, epidemiologistas e com aprovação, transformada em referência, pelo próprio Ministério da Saúde, que considera um protocolo muito bem elaborado e que deveria ser paradigma para o retorno de outras modalidades. Se tudo isso se cumprir, se os clubes conseguirem realizar sua pré-temporada de pelo menos três semanas, respeitando inclusive os campeonatos estaduais, mas evidentemente neste momento dando prioridade aos campeonatos nacionais, por conta da complexidade da sua logística”, disse.

Exigências dos clubes da Série B
“Fizemos uma reunião e tudo isso foi apresentado, algumas respostas foram dadas de pronto e outras sujeitas à analise, como essa questão da logística. Faremos uma reunião com uma empresa que realiza toda a logística dos campeonatos brasileiros, faremos uma reunião com os médicos para estabelecermos melhor e seguirmos o protocolo. Vai ser apresentado nos próximos dias um protocolo técnico da competição, para que haja uma sintonia com as orientações de saúde”.

Deslocamentos para outras cidades
“Em princípio proporíamos um deslocamento pequeno. Cidades próximas, que exigiria uma logística adicional pequena. Tem o caso específico aí do Rio Grande do Sul, o presidente Bolzan já anunciou o deslocamento para Santa Catarina. Tudo é possível se houver um diálogo tranquilo”.

Série D
“A Série D eu diria que é um pouco mais complexa, tudo que pode ser feito para A, B e C tem uma diferença na D, que é a realização nos 27 estados brasileiros, um deslocamento muito mais complexo, uma quantidade de clubes muito maior. Eu diria que estamos na fase de análise de A, B e C, a D ainda vai demandar um pouco mais de tempo. Ela talvez tenha necessidade de uma adaptação maior”.

“Não existe hoje nenhuma possibilidade, nesse momento, de suspensão ou cancelamento de qualquer competição do calendário brasileiro. Nada. Nós gostaríamos de realizar o calendário completo, evidentemente que os fatos novos é que vão determinar, mas nesse momento nós estamos dispostos e preparados para realizar a competição da Série D”.

Copa do Brasil
“Se tudo caminhar de maneira positiva na consecução do nosso desejo da Série A, isso deve acontecer da mesma maneira na Copa do Brasil, talvez com diferença de alguns dias, no máximo poucas semanas. Mas estamos aguardando a liberação da Conmebol em relação à Libertadores e Sul-Americana, para fazer a mais correta adaptação, mas deverá ter um equacionamento semelhante. Não pensamos em mudanças do modelo existente”.

“Temos que pensar 20/21 juntos, tem um limite, acreditamos que além de fevereiro complicaria muito a realização do calendário que esperamos muito mais fácil em 2021”.

Estaduais

Não trabalhamos com a hipótese de que os estaduais não existam ou venham a ser suspensos ou cancelados,mas temos que acertar, o presidente Caboclo falou isso com as federações de que os ajustes podem ser realizados caso a caso. A realidade nacional é muito diferenciada, os ajustes são possível. Acreditamos que os estaduais tem que ser completados.

 

 

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