Provavelmente os números apresentados por Ricardo Fonseca, presidente do Brasil, à Rádio Pelotense, não correspondam exatamente com a verdade, mas o que ele quis dizer foi que, mesmo jogando Série B, Copa do Brasil e Gauchão, o clube custa mais do que arrecada.

Em partes é compreensível. A excelente performance de acessos, que o levaram rapidamente à Série B, atropelou um pouco o processo e obrigou o time a improvisar o estádio em reforma para alcançar a capacidade mínima de 10 mil lugares exigida pelo regulamento da competição.

Além disso, a mudança de patamar motivou também uma série de ajustes como condições do gramado, iluminação, segurança, categorias de base e quadro de funcionários. Tudo isso envolvendo muito dinheiro. E mudança foi drástica…

O clube, incluindo a torcida, ainda está em processo de adaptação à posição que ocupa no cenário nacional. Mesmo já sendo o quarto ano consecutivo entre os 40 melhores do país, ainda precisa entender melhor o patamar que atingiu para se equilibrar na gestão.

Os erros de avaliação também contribuem para que ocorram mais dispensas do que o desejado e, associados à falta de recursos para honrar com todos compromissos de quem sai, gera um passivo comprometedor. Em algum momento, a conta terá de ser paga.

Como fazer com que a conta do futebol caiba no bolso do torcedor

Em tese, a conta é simples. Ou arrecada mais ou gasta menos. Mas a falta de convicção e o medo da queda atropelam o planejamento e os custos se elevam.

A conta sempre é repassada para a torcida, mas, como tudo na vida, a acessão tem ônus e bônus. O futebol atual é muito mais caro e a renda média do brasileiro é baixa. Com todos jogos televisionados na Série B, isso ainda contribui para diminuir a presença de público nos jogos.

Mesmo que a mensalidade média para se associar seja considerada baixa pelo produto que o clube entrega, muitos que gostariam de contribuir não tem essa capacidade. É preciso encontrar um meio de contemplar também o torcedor de classe financeira mais baixa, resgatar esse torcedor e arrecadar mais.

A tarefa não é fácil, mas a direção precisa se reinventar para estancar o déficit e acompanhar o crescimento dos resultados de campo também na gestão.

Dupla Bra-Pel na Série C da Liga Gaúcha de Futsal

Desde 2013 não temos sequer um campeonato citadino de futsal adulto. A cidade, que é muito tradicional na modalidade, carece de organização, mas neste ano três equipes locais estarão na disputa estadual. O Paulista, em parceria com a UFPel, disputará a esvaziada Série Ouro da Federação Gaúcha, e o Pelotas e o Brasil disputarão a Série C da Liga Gaúcha de Futsal.

A confusão começa pela divisão das competições, com as principais equipes do estado trocando a Federação pela nova liga, e segue com o Brasil, que optou por não liberar o nome, forçando a criação da Associação Brasil de Futsal, com o símbolo no mesmo formato xavante e as mesmas cores. A Série C da Liga inicia no dia 27 deste mês.

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