Arte: Rede Esportiva

Ainda que a opção do Pelotas pela vaga na Série D tenha parecido óbvia, a demora não foi apenas um jogo de cena do presidente Gilmar Schneider. Ele tem justificado o discurso de gestão responsável na prática.

Evidente que ainda há muito o que ser feito e a inevitável comparação com o principal rival evidencia ainda mais isso. No entanto, desde que assumiu a presidência, o clube tornou-se muito mais confiável e o reflexo se transferiu para dentro de campo.

Qualquer análise racional, pensando no crescimento técnico do clube, levaria para a escolha da Série D, mas a competição não tem representatividade financeira e tecnicamente é bastante complicada, já que, dos 64 clubes que iniciam a disputa, apenas quatro chegam ao acesso.

Além disso, a motivação da torcida através das redes sociais, pouco reflete em maior apoio ao clube. Por estes aspectos, e principalmente, pelo desafio de gestão responsável, é compreensível que, antes do parecer definitivo, fossem buscadas garantias mínimas de orçamento.

A sequência do projeto no futebol

Não é novidade para ninguém que a exigência técnica da Copa RS é muito inferior ao Campeonato Gaúcho, mas uma conquista de título sempre gera uma confiança maior para dar sequência no projeto.

Em 2014 o Pelotas vinha de um final de ano anterior com conquistas nas competições regionais, inclusive com vitória em clássicos, iniciou o ano com a conquista da Recopa Gaúcha diante do Internacional e acabou sendo rebaixado, mas aquele momento, embora ainda que dentro de campo as coisas tivessem funcionado bem, fora as dificuldades eram enormes e isso teve influência direta nos resultados de campo.

Claro que tudo serve como aprendizado, ou deve servir, mas, ainda que o atual Gauchão seja ainda mais difícil, o Pelotas parece muito mais forte como clube e na preparação para a competição.

A saída de Giovane Gomez

Não foi a primeira oportunidade que surgiu para o atacante Giovane Gomez deixar o Pelotas e atuar por uma equipe com melhor calendário. Antes de concretizar a transferência para o Remo, o atacante já havia despertado o interesse do Criciúma e do Atlético-GO, mas assim como nesta oportunidade, não haveria compensação financeira para o Lobo e, em função disso, as negociações não evoluíram.

Foi ruim para o atleta e também para o clube. Embora, na teoria a decisão da direção tenha sido a correta, o jogador, por um bom tempo, ficou perturbado pelas negociações frustradas e ficou aquém da sua capacidade técnica.

No acordo com o Remo, o Pelotas fica com 30% em caso de uma negociação futura. Acho pouco provável que ocorra, mas com base no que aconteceu anteriormente, não seria adequado mantê-lo contrariado. Além de pagar um jogador que, possivelmente, não desse o retorno compatível com o investimento, trancaria a possibilidade de evolução na carreira de um profissional que, quando esteve focado, contribuiu muito com clube. Giovane foi fundamental no acesso e na conquista da Copa Seu Verardi.

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