Foto: Rede Esportiva

O ideal, em função da pandemia, seria que o Gauchão não retornasse mais nesse ano. Mas a situação é mais complexa do que está exposto. Se não tivermos mais a competição em 2020, no próximo ano os clubes recebem, no mínimo, 40% a menos dos valores de cotas televisivas, em função dos pagamentos já antecipados na atual temporada.

Além disso, por não ter encerrado a competição, em 2021 a TV pode diminuir ainda mais a receita.

Evidente que não se tem certeza de nada em relação aos ajustes de calendário neste ano e também para o ano que vêm, mas a decisão unânime sobre a proposta da FGF tornou-se quase obrigação dos clubes.

A polêmica do rebaixamento
A situação é atípica para todo mundo. Não é só no futebol que as decisões estão sendo tomadas com base no momento. Não há como planejar muito porque não se sabe exatamente quando teremos um mínimo de normalidade para que o futebol seja retomado.

Baseado nessa insegurança, o presidente da FGF, Luciano Hocsman apresentou a proposta de não rebaixar ninguém neste ano, que foi aceita por unanimidade e acabou gerando polêmica, principalmente entre torcedores do Brasil.

Evidente que quem está na zona do rebaixamento, São Luiz e Pelotas, acabam sendo mais beneficiados. Principalmente o áureo-cerúleo que, em função dos términos de contrato, liberou quase todo grupo e agora começará do zero a montagem do elenco para o término de Gauchão e já também para a Série D.

Mas do Brasil, que tem oito pontos, para baixo, todos correriam risco de rebaixamento. Juventude e Novo Hamburgo com seis, Pelotas com cinco e São Luiz com quatro.

Mesmo com a anormalidade da situação, entendo que o regulamento deveria ser seguido, principalmente em relação aos critérios técnicos como título, vagas e rebaixamento.

Quanto a liberação de novas inscrições de jogadores, vejo como inevitável, em função dos términos de contrato dentro do prazo previsto para o encerramento normal da competição.

A decisão do presidente Ricardo Fonseca
O presidente do Brasil, Ricardo Fonseca, postergou o voto para o dia seguinte a reunião que encaminhou o novo rumo do Gauchão. A justificativa foi de uma queda na conexão com a videoconferência, mas acabou sendo conveniente porque, em função do suposto beneficiamento ao maior rival, pode, certamente, dividir a responsabilidade com os pares de diretoria e com alguns integrantes do conselho.

Acho que acertou ao pensar no próprio clube e não no que a decisão poderia representar para o adversário. O Brasil está num patamar acima no futebol gaúcho e pela manutenção deste espaço que deve lutar.

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