Arte: Rede Esportiva

Uma das expressões mais surradas do futebol é o tal de “grupo unido”. Muitas vezes é apenas um marketing inútil para a torcida, sem reflexo positivo no campo.

No entanto, o que tenho observado nas ações do grupo xavante é que o atual elenco realmente é comprometido e, mesmo com várias dificuldades estruturais e principalmente financeiras, consegue se manter focado para alcançar os resultados que mantêm o time numa posição razoável até agora na competição.

Bolívar, diferentemente do antecessor Rogério Zimmermann, tem um perfil mais comunicativo na relação com a imprensa e até com a própria diretoria. Embora o técnico anterior também tenha sido importante na gestão do grupo e tenha alcançado resultados inquestionáveis ao longo das passagens pelo clube, o atual deixa o ambiente mais leve, com menos tensão.

Reação positiva no campo
Nos jogos é perceptível o bom astral do grupo. Tanto no momento dos gols quanto nas comemorações de pontos conquistados a vibração é uníssona. Correm todos para o mesmo lado e a intensidade é mesma dos que estão jogando e dos reservas.

Claro que não é só isso, mas essa atmosfera ajuda muito e acaba cativando a torcida, fundamental nos últimos jogos em casa.

Adversário “quase morto”
As notícias sobre o Figueirense só pioram. Salários atrasados que motivaram um W.O e falta de recursos que determinaram a suspensão de diversos serviços do clube. Além disso, o segundo técnico do clube na competição, Vinicius Eutrópio, foi demitido na terça (17), expôs ainda mais os problemas e aumentou a crise.

Dentro de campo, naturalmente, os resultados também estão ruins, mas analisando o grupo de jogadores, o time está na média técnica da competição. Portanto, mesmo que o adversário esteja em crise, não há jogo ganho. Os três pontos são importantíssimos diante do Figueira, mas se levar de barbada, pode ser surpreendido.

Ainda restam muitas rodadas, mas a competição está chegando num momento que não dá mais para marca passo. O dever de casa é fundamental.

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