Arte: Rede Esportiva

Apesar da posição na tabela de classificação ainda ser satisfatória, a torcida do Brasil tem razões de sobra para se preocupar com o futuro do time na Série B.

A participação no Gauchão foi traumática e deixou a imagem de insuficiência técnica do plantel, mas, após a chegada de Zimmermann, aos poucos o time foi adquirindo o padrão mais seguro defensivamente característico do técnico e já estava até conseguindo jogar um pouco melhor, recuperando alguns jogadores.

O trabalho anterior, com justiça, na minha opinião, recebia algumas críticas pela ausência de Diogo Oliveira entre os titulares e a insistência em colocar Bruno Paulo como atacante centralizado, mas tinha padrão tático e corria poucos riscos.

Bolívar ainda não conseguiu dar padrão à equipe
A troca por Bolívar passou pelas dificuldades financeiras e o consequente pedido de demissão de Rogério. A ideia do novo técnico, pelo menos no discurso, era fazer com que o time tivesse mais posse de bola e mais qualidade ofensiva. No entanto, o que se viu até agora está longe deste objetivo.

Além da falta de qualidade para atacar, o time passou também a ser vulnerável defensivamente, possibilitando em quase todos jogos muitas oportunidades para a maioria dos adversários.

Sem recursos, direção não dá opções qualificadas ao técnico
É verdade que a direção tem a sua parcela nesta dificuldade técnica. As saídas de Bruno Paulo e Marcinho representaram diminuição de qualidade. A recontratação de Elias (que já pediu para sair) virou uma opção desagradável, que pouco contribuiu.

Mas o próprio Elias ser o primeiro a entrar em vários jogos já passou a ser erro de Bolivar. Daniel Cruz também não justifica a preferência do técnico. As indicações de Pelezinho e Willian Formiga, que não chegam a empolgar, também têm relação com o que a direção disponibiliza para investimento.

A maior parcela de responsabilidade do técnico nas dificuldades nas atuações é na desorganização do time, que expõe a zaga, fragiliza o meio-campo e, não fossem as grandes atuações do goleiro Carlos Eduardo, poderia já ter colocado o time na zona do rebaixamento.

A valorização do garoto Cristian é o que tem de mais positivo no trabalho, mas já havia iniciado com Rogério Zimmermann.

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