No futebol, como na vida, não existe um único responsável por sucessos ou fracassos. O Brasil é mais do que centenário e, justamente por isso, vitórias e derrotas fazem parte da história, assim como em qualquer outro clube.

Assim como é injusto atribuir os acessos recentes apenas à dupla Rogério Zimmermann e Ricardo Fonseca, não é justo responsabilizar apenas o presidente pelas dificuldades momentâneas do clube. Evidente que o dirigente xavante tem muitos erros ao longo do mandato que se iniciou em 2012, mas também é inegável que teve muitos acertos.

Não é possível dividir o clube em passado, presente e futuro. Os problemas do passado, inclusive as dívidas, precisam ter solução para equilibrar o presente e melhorar o futuro.

As dificuldades financeiras são em função de presente e do passado
O saldo da conta decorrente do comparativo entre arrecadação e despesas atuais, sem contar os passivos, é impossível de fechar. A missão assim é diminuir os custos fixos, sem perder o que conquistou no campo, e ainda concluir as obras do estádio, jogando e atendendo a exigência mínima de 10 mil lugares.

O que a torcida quer, e que seria o ideal, é mais investimento em qualidade no futebol. O que a direção quer, e que também seria o ideal, é uma arrecadação maior para poder pagar as contas e investir mais. No entanto, neste momento as duas situações parecem distantes. O clube dificilmente irá conseguir uma arrecadação maior, a quantidade de sócios parece ter atingido o limite e não se vê possibilidade de novos investidores no clube. Desta maneira, também não serão possíveis novas contratações.

Para permanecer na Série B, o Brasil precisará fazer muita força
O discurso tem sido repetido, mas a cada rodada a convicção de que o Brasil terá de fazer uma Série B de muita superação para se manter só aumenta.

Não há espaço para críticas e lamentações improdutivas. O discurso é meio surrado, mas somente a união entre time, direção e torcida fará com que o Brasil permaneça entre os 40 melhores clubes do país.

Principalmente em casa, o Xavante precisará ser muito forte para somar os 45 pontos mágicos de permanência.

Mesmo em situação difícil, o momento é favorável para reagir
Embora a situação do América-MG seja semelhante à do Brasil neste início de competição, a tendência é que a equipe mineira, pela capacidade de investimento, decole mais adiante. O momento é oportuno para reagir: jogando em casa, contra uma das grandes equipes do campeonato e que está em dificuldades.

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