Conversei com o presidente xavante Ricardo Fonseca. De acordo com o mandatário, neste período sem futebol o quadro social rubro-negro contabiliza, neste momento, 2800 adimplentes. Em função das despesas que continuam existindo, ele apelou para que os associados mantenham as mensalidades.

O custo fixo do clube é alto. Além da folha de pagamento de jogadores e funcionários, existem os custos como de manutenção do estádio e do CT da base.

A direção ainda não trabalha com a possibilidade de diminuir os salários dos atletas durante o período da parada porque deu férias coletivas. Uma prolongada extensão do período sem futebol, contudo, tornaria a medida inevitável.

O novo comandante xavante
Sonho antigo do presidente Ricardo Fonseca, o novo técnico xavante Hemerson Maria chega com o respaldo de ter trabalhado em seis oportunidades na Série B Nacional e, em 2014, ter conquistado a competição comandando o Joinville.

O novo comandante tem um perfil de técnico competitivo e sempre muito exigente, não só com o grupo de trabalho, mas também com a organização dos clubes em que trabalha.

A sua contratação representa uma mudança de postura da direção rubro-negra, que aparentemente aumenta a ambição na Série B. Porém, é certo que somente o técnico não será suficiente. Será preciso que junto a ele venham jogadores num padrão acima do atual elenco, que possam corresponder à nova filosofia de trabalho.

O que pensa o Ricardo Fonseca
Mesmo com a assustadora pandemia gerada pelo coronavírus, o presidente Ricardo Fonseca está otimista em relação à retomada das atividades no futebol. O clube deu férias coletivas para atletas e funcionários até o dia 20 de abril e, após esse período, ele já imagina que as atividades possam ser retomadas e, com isso, o futebol reinicie em maio.

Pelo cenário atual, acho pouco provável que num período tão curto tudo volte à normalidade. Os exemplos no mundo contrariam a expectativa positiva do presidente. Torço, porém, que tudo passe o mais breve possível e ele tenha razão.

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