Arte: Rede Esportiva

Torcedores em geral tendem a analisar o futebol apenas como resultado final, mas no meu entendimento a evolução dentro de campo precisa vir acompanhada do crescimento estrutural dos clubes.

O Brasil cresceu muito mais dentro do que fora do campo nos últimos anos, mas isso não significa que a direção só cometeu erros. Os avanços já começam a ser mais perceptíveis na estrutura do estádio através da parceria nas arquibancadas com a Porto 5, avançou para uma marca própria e uma loja ampla e moderna próxima ao estádio e tem buscado, através do presidente profissionalizar a gestão.

Ainda encontra muitas dificuldades para equilibrar as finanças, mas além de alguns erros de gestão atual, existem muitas pendências passadas para resolver.

No lado do Pelotas, deste a chegada do Gilmar Schneider, a convicção é de que, a partir da gestão adequada, os resultados positivos passariam a ser uma consequência natural. Porém, ainda que eles já tenham ocorrido, o esperado salto está distante.

A quase independência financeira pelo grande negócio de readequação comercial do entorno da Boca do Lobo, por enquanto, rendeu bem abaixo do esperado e na prática, ainda não saiu do papel.

Quando voltar e como voltar
É inegável que a decisão de que não haverá rebaixados neste ano no Gauchão, diminuiu a pressão em cima do Pelotas que, a três rodadas do final da primeira fase, estava na zona de rebaixamento.

Porém, se permanecer na posição atual terá a cota do ano que vem reduzida pela metade. Evidente que é melhor permanecer no Gauchão com meia cota do que jogar a Divisão de Acesso, mas, se ocorrer terá que fazer milagre com os recursos para equilibrar com os demais.

Em função disso, ainda que priorize a Série D, a direção do Pelotas não pode descuidar do Gauchão. Dos nomes que têm surgindo, muitos já jogaram o Gauchão e não poderão ser utilizados.

Com razão, o presidente áureo-cerúleo poderá que é preciso definir o calendário nacional para depois ajustar as datas finais do Gauchão e, desta forma, não distanciar muito uma competição da outra.

A sequência será fundamental
O momento atípico que vivemos em função da pandemia diminui a margem de erro dos clubes de uma temporada para outra. É certo que a pausa será mínima de 2020 para 2021 e por isso não haverá tempo para reformulações drásticas para o ano que vêm.

Quem for bem na retomada, terá uma grande chance de seguir bem no próximo ano, mas quem for mal, tende a encontrar ainda mais dificuldades na sequência.

Os recursos serão escassos pela ausência de público, diminuição de associados e pouco apelo para patrocinadores. A criatividade e capacidade de gestão das contrações serão fundamentais para superar o momento de dificuldades financeiras.

 

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