Foto: Rede Esportiva

Classificação com alma xavante

Não é só a qualidade técnica que determina sucesso ou fracasso no futebol. Claro que é importante e, quando há equilíbrio emocional semelhante das duas equipes, é determinante. Porém, de nada adianta um time muito bom tecnicamente, mas sem alma e personalidade. A confiança no futebol faz milagre e a falta dela transforma talento em mediocridade.

As dificuldades da pré-temporada todo mundo já conhece, mas talvez a repetição sistemática no discurso tenha colocado, em algum momento, o grupo de jogadores em uma zona de conforto involuntária, sem o entendimento de que algo a mais poderia ser apresentado.

A vitória suada diante do São José-POA no último sábado, primeira da equipe no Gauchão, elevou a moral do grupo. Nos jogos anteriores, pelo equilíbrio técnico com alguns adversários, o time até poderia ter tido melhor sorte, mas, além de qualidade, faltava confiança.

O empate épico em Brasília que garantiu a vaga na segunda fase da Copa do Brasil, teve alma xavante.

A superação ajudou a melhorar a técnica. Lógico que a qualidade do time não mudou do dia para a noite, mas a confiança ajuda na tomada de decisão e, mesmo com dois a menos no final e uma improvável falha do excelente goleiro Matheus Nogueira no final, segurou o resultado e avançou na competição.

Recomeço menos turbulento

Depois de um péssimo início no Gauchão, encerrar o turno com uma vitória, fora da zona do rebaixamento e ainda classificado para a segunda fase na Copa do Brasil, certamente trará mais tranquilidade para o recomeço, no início de março.

Além do acréscimo financeiro por ter avançado para a segunda fase da competição nacional, o técnico Gustavo Papa terá mais duas semanas para ajustar a equipe e ainda entrosar prováveis reforços que deverão chegar.

Evidente que a situação ainda não é confortável, mas melhorou muito comparado ao começo e a perspectiva passa a ser positiva.

Presidente sempre polêmico

Os méritos de Ricardo Fonseca à frente do clube, no meu entendimento são vários e inquestionáveis, no entanto, ao longo da sua trajetória, também acumula declarações polêmicas e algumas inoportunas.

Após o jogo diante do Gama, sentindo a pressão dos últimos dias, desabafou na entrevista coletiva e passou da conta.

Ele não generalizou, mas usou palavras ofensivas ao que ele chamou de minoria de torcedores e, óbvio, não caiu bem.

Era o momento de comemorar e valorizar o próprio trabalho. Faltou bom senso e, talvez alguém que possa orientá-lo e ajudar a formar um discurso mais aglutinador.

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