Arte: Rede Esportiva

Geralmente, quando se fala em aproveitamento de jovens das categorias de base, a ideia é que sejam utilizados de forma gradativa e, preferencialmente, sem que o time esteja necessitando muito dos resultados.

Mas cada atleta tem o seu período de maturação. Alguns amadurecem mais rápido. E esse é o caso do atacante Cristian. Desde as primeiras oportunidades, já demonstrou personalidade para disputar posição em igualdade com os mais experientes.

O garoto é diferenciado. Ataca na direção do gol, tem velocidade e boa finalização. Claro que precisa evoluir, mas o tempo e as oportunidades com mais frequência, provavelmente, farão com que melhore ainda mais.

Não é qualquer jovem do Interior que marca o primeiro gol na carreira profissional diante do grande Vitória e decide o jogo.

Mudança de postura foi fundamental para vencer
A ideia de saída de bola mais elaborada que não havia funcionado foi substituída por um jogo mais simples, de forte marcação e uma ligação mais direta para o ataque, com a cara do Brasil. E deu certo diante do Vitória.

Para mudar o estilo, além da necessidade de mais tempo de treinamento, que não haverá mais na Série B, o Xavante precisaria de jogadores mais técnicos.

A maioria dos grandes clubes do país fazem rodízio com o grupo de jogadores em função da maratona de jogos, e o Brasil em alguns momentos até precisaria fazer isso também, mas, como não tem grupo suficiente, o desgaste tem sido mais um fator de dificuldade no trabalho.

A preparação física anterior tem sido muito criticada, mas não dá para esquecer que em todas conquistas sob o comando de Rogério Zimmermann o preparador físico foi o mesmo.

Extracampo segue turbulento
Desde a saída do técnico Rogério Zimmermann, os bastidores do Brasil têm sido muito agitados. Quando tomou a decisão de deixar o cargo, ele expôs uma série de problemas estruturais do clube.

Agora, com a saída frustrada para o Exterior de Marcinho, que vinha se destacando antes da pausa para a Copa América, e também com o encerramento do contrato de Bruno Paulo, novamente virou um “diz que me disse”.

A transparência é a melhor saída. Se há inviabilidade financeira para manter os profissionais, isso deve ser claramente exposto para evitar desgastes desnecessários que acabam afetando o futebol.

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