Arte: Rede Esportiva

É inegável que sem futebol a situação financeira da maioria dos clubes, que já não era boa, ficará quase que insustentável. Mas acelerar o processo de retorno com toda insegurança gerada pela pandemia, beira a irresponsabilidade.

Não há como garantir a segurança dos jogadores, funcionários e familiares dos envolvidos diretamente, principalmente nos clubes do interior.
Cada clube é responsável pelas pessoas que emprega. A FGF promete um suporte, através, de uma quantidade mínima de testes rápidos para cada entidade, mas não tem como garantir muito mais do que isso.
Na dupla Gre-Nal a estrutura garante um aporte muito maior aos profissionais e, mesmo assim, ainda não elimina o risco.

Quem se responsabiliza?
Cada departamento médico será responsável pela saúde e pela definição de protocolos do dia a dia dos clubes, caso seja autorizado o retorno das atividades pelas respectivas prefeituras.

Como a pandemia é muito complexa, fica muito difícil de garantir através de qualquer determinação que haverá segurança para o grupo de trabalho.
No interior, além dos espaços serem mais reduzidos, não há capacidade financeira para dar o suporte mais próximo do ideal nas estruturas de trabalho.

É pouco provável que alguém queira assumir uma responsabilidade deste tamanho, com a instabilidade que o Coronavírus ainda causa.

O futuro do Gauchão e das competições nacionais
Não há como prever o que e quando irá acontecer no futebol brasileiro. A pressão, principalmente por questões financeiras é grande para o retorno em breve, mas enquanto não houver garantias mais concretas, não acredito na retomada.

O que será feito daqui para a frente eu não sei, mas vejo como cada mais remota a possibilidade de retorno do Gauchão. Entendo que deveria ser uma página virada e o foco deveria ser passar para as competições nacionais.
Encerra-se o Gauchão e as demais competições regionais e recomeça do zero em 2021. O ideal seria definir tudo dentro de campo, mas a atipicidade do momento não permitirá que isso ocorra.

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