Arte: Rede Esportiva

Os três últimos jogos do Brasil na Série B foram além dos maus resultados. O clube tinha recuperado a confiança com resultados positivos e lua de mel com a torcida. No entanto, a partir da derrota contra o CRB o time não se encontrou mais.

Lá em Alagoas a justificativa pelo mau desempenho foi a indisposição estomacal de 11 membros da delegação e, realmente aquela havia sido a pior atuação da equipe na competição.

No entanto, nove dias depois, em casa, o Xavante voltou a campo para enfrentar o Figueirense, lanterna da competição e mergulhado numa crise administrativa gigante, e, mesmo abrindo vantagem por 2 a 0, permitiu o empate e escapou de sofreu a virada.

Na última terça, contra o América-MG em evolução, perdeu por 2 a 0 sem esboçar reação e ainda expos novamente a dificuldade financeira, com o protesto silencioso dos jogadores, que se negaram a dar entrevistas.

Dificuldades financeiras entrando em campo

O Brasil sempre conviveu com a dificuldade financeira. Nos últimos anos, quando teve a maior sequência de acessos da história, o assunto sempre foi tratado com tranquilidade e pouco afetou no rendimento em campo.

Mas neste ano as coisas saíram um pouco do controle. Ainda que os jogadores tenham demostrado sempre muito profissionalismo, a insegurança começa a complicar o trabalho.

Quando os jogadores paralisaram em segredo, confirmado pelo técnico Rogério Zimmermann na saída, e agora neste protesto de terça-feira, demonstram um receio de não terem os vencimentos garantidos e, isso, sem dúvida alguma, afeta o rendimento, não só do atleta, mas de qualquer trabalhador.

Alerta ligado

Há três rodadas a situação do rubro-negro era tranquila na tabela de classificação e poucos torcedores pensavam ainda na possibilidade de rebaixamento, mas depois dos últimos insucessos e as más atuações, sem dúvida o sinal de alerta acendeu na baixada.

Evidente que a participação do torcedor seguirá sendo importante nos jogos em casa, mas agora o fundamental é a direção fazer a sua parte e honrar com pelo menos uma boa parte dos salários atrasados, para dar tranquilidade aos jogadores e familiares, retomando o caminho das vitórias, principalmente em casa.

Olhando a tabela de classificação e pontos que faltam, não parece difícil garantir a permanência, mas se ficar adiando a corda estica e a pressão aumenta.

Deixe uma resposta