Arte: Rede Esportiva

Depois da frustração pelo empate diante do Figueirense em casa, o Brasil encara um desafio bem mais complicado na noite desta terça (24) contra o América-MG, em Belo Horizonte.

Contra os catarinenses, que estão em situação administrativa cada vez mais delicada, mesmo com a vantagem de 2 a 0 construída cedo, o Xavante não fez por merecer a vitória. Pelo contrário, por volume de jogo e oportunidades criadas, o Figueira foi melhor no jogo.

O jogo passado deve servir, mais uma vez, como alerta. O Brasil precisa jogar sempre no limite e não tem grupo superior à maioria das equipes. Se imaginar diferente, pode se complicar.

A estratégia da direção para reacender a chama do Bento Freitas, com a promoções de ingressos, foi fundamental para conquistar pontos importantes na competição e dar uma tranquilidade momentânea na tabela de classificação, mas me parece evidente que não dá para relaxar. O nível das equipes neste ano está muito parecido.

Adversário em evolução
Apontado como um dos favoritos ao acesso, o América-MG começou muito mal a competição e ficou na maior parte do tempo na zona do rebaixamento. No entanto, com uma boa sequência de resultados positivos, além de sair da parte baixa da tabela, se aproximou do G4 e já é novamente candidato ao acesso.

A vitória por 2 a 0 na última rodada fora de casa, diante do Sport, elevou ainda mais a autoestima do time.
Evidente que, por ter mais recursos financeiros, a equipe mineira consegue contratar jogadores mais rodados no futebol nacional e até com mais qualidade, mas pelo que tenho visto, está na média técnica da maioria.

Claro que, por jogar em casa e viver uma boa fase, é favorito, mas se o Brasil entrar concentrado, pode buscar um resultado positivo.

O mais importante é se manter forte animicamente porque já na sexta-feira tem o Guarani em casa e esse deverá ser, obrigatoriamente, jogo de três pontos.

Eleição do Conselho mobiliza torcida
A escolha diretiva do conselho xavante passará, pela primeira vez na história, pela votação dos sócios.

Vejo como extremamente salutar a participação de duas chapas na eleição. É sinal que as ideias de muitos torcedores começam a ser colocadas em prática e o clube começa a se tornar mais democrático.

São duas chapas com grandes xavantes, mas pela movimentação, ficarei surpreso se não for a Chapa 2, encabeçada por José Cruz, a vencedora.

No entanto, independente da escolhida, acho que o clube sairá fortalecido e oxigenado.

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