Imagem: Rede Esportiva

Ainda que o ano do futebol já esteja totalmente desarrumado em função da pandemia e o Gauchão esteja se encerrando no atropelo, sem torcida e sem rebaixados, a rivalidade ainda falará mais alto.
Para fins de classificação o Bra-Pel deste sábado não terá relevância alguma. Porém, independente dos times que estiverem escalados, será mais um clássico válido pelo Gauchão e, além do dado estatístico, o resultado sempre impacta no ambiente de trabalho.

A péssima campanha xavante na competição, com apenas 37% de aproveitamento, só foi amenizada pelo vexame áureo-cerúleo e os pífios cinco pontos conquistados em 30 disputados.
Evidente que a torcida rubro-negra não está feliz com o mau desempenho do time, mas comemora o fato de não estar entre os dois últimos e a lanterna ocupada pelo principal rival.

O recomeço áureo-cerúleo
No futebol o que vale é bola na rede e o desafio é saber fazer com que ela chegue lá. Se o time está jogando bem ou não só vale para rodas de discussão. Não existe campeonato de quem joga bem e sim de quem ganha.

Embora o Pelotas tenha apresentado um futebol razoável diante do Caxias, é preciso contextualizar em relação ao adversário que já está final do campeonato, foi sonolento no jogo e ainda assim venceu.

Diante do São José-POA qualquer análise fica prejudicada pelo absurdo de ter dois expulsos no primeiro tempo, mas novamente o vale é mais uma derrota acumulada, a sétima em 10 jogos.
Mesmo tendo muito tempo para treinar até o início da Série D, o Pelotas precisa reencontrar a sua identidade. Se por um lado a gestão administrativa merece todos elogios que recebe, por outro a gestão do futebol é pífia. No Gauchão do ano passado o responsável não conhecia nada da realidade do clube e empilhou paraguaios que não jogavam nada.

Agora o novo responsável pelo futebol, não fala sobre o assunto. Não atende a imprensa e, desta forma não explica o tipo de trabalho que pretende executar.
O novo trabalho só está começando e não é justo nenhum tipo de análise definitiva, mas falta de identidade do clube preocupa.

O desafio xavante na Série B
Comparado ao que vinha apresentando antes da pausa em função da Pandemia, tecnicamente o Brasil mudou muito pouco. A expectativa é que com o acréscimo dos novos contratados e um tempo maior de trabalho no técnico Hemerson Maria a equipe ganhe e qualidade.
Mas, ainda que não tenha tido acréscimo técnico, já é possível perceber uma ideia de valorizar mais a posse de bola e utilizar mais o recurso dos jogadores de meio campo para fazer a bola chegar na frente.

Com Jarro no ataque, o time ganhou uma jogada em velocidade no ataque que não tinha. Ainda que tenha errado bastante, foi dele a jogada que resultou em pênalti e o único gol do jogo diante do São Luiz.

Se jogar só nele o time fica previsível e, com a marcação próxima, ele não consegue dar sequência nas jogadas. É o tipo de jogador que precisa de espaço para jogar em velocidade.

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