Jogo é jogo e treino é treino! Essa é uma frase antiga do futebol mas sempre muito atual. O treino é ensaio e, geralmente, sem a complexidade do jogo. Por isso, muitas vezes, muda tudo na hora do jogo valendo. Na hora dos três pontos, além do que foi treinado, entra em campo o perfil dos jogadores e, principalmente, do adversário.

O Brasil, desde a chegada do Rogério Zimmermann, realizou vários treinos e, com a movimentação deste sábado (20), fechou a preparação para a Série B com dois jogos-treino, ambos diante do São José, com dois empates.

Como já havia dito antes, o resultado não é o fundamental. O que mais importa é ver a evolução coletiva.

Por não ter empolgado tanto nas contratações, o Xavante inicia a competição nacional como incógnita para a torcida. Mas, diferentemente do Gauchão, deixou de ser vulnerável defensivamente, pelo menos nos jogos-treino realizados. Como disse, jogo é jogo e treino é treino!

Jogo no Bento Freitas e as novas alternativas
Como mudou muito, não há como precisar qual será o time da estreia, na próxima sexta (26), diante do Bragantino. No entanto, já dá para afirmar que o goleiro será novamente Carlos Eduardo, a dupla de zaga será Camilo e Bruno Aguiar, e Leandro Leite, mais uma vez, iniciará como titular.

Nas demais posições, muitas possibilidades foram testadas. Acredito que Ricardo Luz seja mantido, por enquanto, na direita, e Pará, na esquerda. Mas Ednei deverá ser titular mais adiante, do lado direito, e Bruno Santos briga por posição novamente no outro lado. No meio-campo, Murilo Rangel será titular – resta saber se um pouco mais recuado ou na armação.

Acredito no Jatobá, de boa atuação diante do Zequinha, e Rangel na articulação. Juba será titular em uma das extremas e, na outra vários, brigam por posição. O melhor é Bruno Paulo, que ainda não garantiu a permanência, e por isso não deve iniciar. Vejo vantagem para Maicon Assis, mas descarto Branquinho por ali. Na frente, Douglas Baggio deve iniciar como titular. O jovem Fabrício corre por fora, mas um novo jogador para a função chegará.

Carlos Eduardo será o titular do Brasil
É natural que, como toda aposta, o goleiro Carlos Eduardo ainda gere discussões acerca da sua titularidade. Mas, fundamentado por estatísticas de especialistas, foi apontado como um dos principais da sua função e esteve entre as opções para seleção do campeonato, mesmo tendo sofrido 19 gols.

Este é um sinal que recursos técnicos ele tem. A responsabilidade do número excessivo de gols sofridos no Gauchão é coletiva. Também acho que precisa melhorar, principalmente na imposição. Goleiro precisa ser líder, mas ele fez grandes jogos em momentos difíceis do estadual, como no confronto diante do Grêmio, melhor ataque da competição, e no clássico Bra-Pel, que sempre exige bastante psicologicamente.

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