Imagem: Rede Esportiva

Nem sempre o jogador mais importante é o que faz o gol decisivo ou o goleiro que garante uma vitória. Evidente que a qualidade é fundamental para as conquistas, mas ela precisa ser relativizada de acordo com a característica de cada um.

A técnica é uma das virtudes da bola, mas a liderança dentro e fora do campo é fundamental para superar adversidades e recolocar o trabalho nos trilhos.
Leandro Leite deixa o clube e entra para história com uma trajetória extremamente vitoriosa e, em oito anos de clube foi o pilar mais importante dentro de campo na ascensão da segunda divisão gaúcha até a Série B Nacional.

O início foi turbulento, mas em meio a reformulações, foi se tornando o capitão de fato e direito. Dando a cara a tapa em momentos complicados, cobrando dos companheiros e da direção, se impondo diante dos adversários e também pressionando os árbitros nos momentos oportunos.

Foi-se o torcedor de dentro do campo
O capitão sempre foi vigoroso e atuante na resenha com a arbitragem. Irritava os adversários, mas poucas vezes foi expulso com a camisa xavante.
Somente no fim do ciclo, quando o fôlego já não era o mesmo, passou a levar mais cartões. Mas sempre foi um líder positivo, brigando pelos seus direitos e dos demais companheiros, sem desrespeitar o clube e, principalmente a torcida.

Em tempos de pouco envolvimento emocional dos profissionais com os clubes, perde-se um jogador raiz. Que não joga para a torcida e sim pela torcida. Claro que todos também jogam pelo salário, mas Leandro Leite foi muito mais do que isso. Ele orgulhou o torcedor rubro-negro porque jogou sempre como se fosse um deles. Sempre fez em campo o que xavante da arquibancada faria.

Decisão acertada
O rompimento com um ídolo é sempre traumático. Desde a confirmação da saída do volante, ocorreu uma enxurrada de manifestações de torcedores nas redes sociais, muitas criticando a diretoria do clube. Mas uma coisa é o que ele fez com a camisa xavante, outra é o que ainda pode fazer e neste momento, na relação custo-benefício, não há mais espaço para ele no grupo.

Parece duro, no entanto a vida é feita de ciclos e esse é um que se encerra deixando um grande legado.

Base forte
Os meninos da baixada seguem fazendo história. A sub-17 xavante está na segunda fase da Copa do Brasil para enfrentar o gigante Atlético-MG. Independentemente do resultado, o duelo já está eternizado. Além do referencial histórico, enfrentamentos como esse contribuem muito para a formação da garotada.

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