Arte: Rede Esportiva

A mudança de patamar técnico conquistado pelo Brasil com acessos nacionais, até chegar na Série B em 2016, ainda não foi suficiente para que o clube alcançasse um equilíbrio financeiro.

Junto com as conquistas vieram receitas muito maiores que o habitual, mas também exigências estruturais mais onerosas.

Recentemente, o presidente Ricardo Fonseca expôs números de ações trabalhistas dos anos 1990 e 2000. Além disso, na última semana foi a vez do responsável pela empresa que aluga as arquibancadas temporárias cobrar atrasados desde o ano passado. Após negociação rápida, foi acertado o parcelamento da dívida. No entanto, quase que diariamente, um novo problema surge.

Mais receitas, mas também mais despesas
É, sim, parte do processo de adaptação à competição esses desafios financeiros. A Série B obriga o Brasil reconstruir o estádio, mantendo a capacidade mínima de 10 mil lugares, e isso tem sido um exercício permanente. Além disso, o clube precisa destinar valores que não estava acostumado para as categorias de base. Embora tenha reduzido nesta temporada, ainda mantém um investimento alto.

A folha salarial para a competição nacional também é maior do que a média do interior gaúcho. Então, ainda que tenha receitas maiores, é preciso equilibrar as despesas com o que arrecada e, mesmo que a atual gestão não tenha, teoricamente, responsabilidade por ações decorrentes de outras administrações, é preciso colocar tudo nas despesas para não se tornar uma “bola de neve”, aumentando cada vez mais a dívida.

Pausa para a Copa América deverá servir para qualificar
A direção não esconde a intenção de buscar novos reforços para a sequência na competição. É visível a necessidade de qualificar o grupo, mas, nem sempre, contratações representam acréscimo técnico. Ao ser questionado, o técnico Rogério Zimmermann foi enfático, dizendo que, se novos jogadores forem contratados, terão que ser para agregar em qualidade. Está correto. Se for só para fazer número, é melhor valorizar os que já estão no elenco e, principalmente, a base.

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