Arte: Rede Esportiva

Ninguém sabe exatamente quando e como irá retornar o futebol após a pandemia do coronavírus. As teses e sugestões são diversas, mas como não tem data certa para o retorno das atividades, não há como organizar, ou reorganizar o calendário.

Pelas decisões tomadas até aqui, é certo que a direção do Pelotas não acredita mais em retorno do Gauchão. Além do técnico vários jogadores já definiram a saída do clube e outros também estão negociando encerrar o vínculo.

Se sabe que os clubes, assim como as demais atividades econômicas do país, aumentaram ainda mais as dificuldades financeiras, mas, se houver um encaixe no calendário nacional para conclusão dos estaduais, complicará muito a situação áureo-cerúlea.

Ainda que a CBF esteja, extraoficialmente, trabalhando com a possibilidade de prioridade dos regionais, ainda acho pouco provável, mas o Pelotas assume, talvez por falta de alternativa melhor, um risco muito grande de rebaixamento, já que, quando a competição paralisada estava na zona da degola e, se houver a conclusão, a tendência é de retornar, se tiver jogadores, ainda mais fraco.

O torcedor não pode jogar a toalha

O repórter Fernando Monassa, da Rádio Pelotense, informou que o quadro social do Pelotas conta com 954 adimplentes. Com certeza não é o que a direção gostaria, mas, considerando o momento financeiro geral e técnico da equipe, não tão ruim assim.

O que não pode é o torcedor desistir do clube. O futebol na gestão de Gilmar Schneider pode, e até deve ser questionado, no entanto, na parte administrativa, os avanços são indiscutíveis.

Não melhor campanha de sócios que resultados positivos no campo, mas não é como receita de bolo.

O clube até tem alguns bons resultados, como o retorno à primeira divisão e a conquista da Copa Seu Verardi, mas, pelo segundo ano consecutivo, enfrenta muitas dificuldades no Gauchão.

Embora seja um discurso realista, as frequentes declarações do presidente de que o clube terá muitas dificuldades de formar uma equipe competitiva para a Série D, acabam desmobilizando a torcida.

Demora no início das obras gera incertezas

A obra anunciada como o grande saldo para mudar o patamar do clube, ainda não saiu do papel e, embora sempre que questionado, o presidente garanta a manutenção do projeto, o adiamento frequente do início da construção, gera incerteza por parte da torcida.

Quando foi aprovado pelo conselho, em dezembro de 2018, a execução do projeto estava previsto para começar em agosto de 2019, depois passou para o início deste ano e agora não se fala em prazo específico.

Os trâmites burocráticos são parte dos empecilhos e a negociação com a receita federal também faz parte deste pacote, mas já não se sabe mais exatamente como, quando e quem irá realizar a obra.

Um comentário

  • Jober 01 / 04 / 2020 Resposta

    André não tem jeito. Como manter um plantel etc sem dinheiro ? Certa a decisão. Nao teremos futebol antes de 15 de maio.

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