Arte: Rede Esportiva

Não foram só as escolhas, mas elas também contribuíram para a noite ruim do Brasil, na derrota para o Criciúma por 1 a 0. Sem contar com Branquinho por suspensão, Zimmermann utilizou Douglas Baggio numa das extremas e manteve Murilo Rangel e Marcinho fechando a linha ofensiva do meio campo. Além disso, Bruno Paulo, que ao ser substituído no jogo anterior demonstrou insatisfação com o técnico, foi para o banco, e Grampola assumiu a titularidade na referência do ataque.

O meio-campo praticamente inexistiu diante do Criciúma. No primeiro, Rafael Grampola praticamente não tocou na bola porque ela não chegou. Com exceção de uma jogada de Marcinho pela direita com bom cruzamento para o cabeceio perigoso de Murilo Rangel e uma finalização de Carlos Jatobá com perigo, na entrada da área, o Xavante não produziu mais nada.

Diferente dos dois jogos anteriores, o rubro-negro não conseguiu ter consistência na posse de bola e apostou muito na ligação direta, sem obter sucesso. O adversário também não fez muito, mas numa das poucas chegadas à frente, Vinícius aproveitou a falha de Ednei, avançou ao fundo e cruzou para Reis marcar o único gol do jogo. Além do lateral, a zaga também falhou, deixando o atacante livre para ajeitar e finalizar com qualidade.

Substituições pouco acrescentaram no segundo tempo
Se com as escolhas para iniciar o jogo as coisas não funcionaram, após as alterações a produção foi ainda menor. A exceção de Bruno Paulo, que entrou na vaga de Murilo Rangel e ainda conseguiu produzir alguma coisa pela esquerda. Ricardo Luz na vaga de Ednei e Daniel Cruz, no lugar de Douglas Baggio, pouco fizeram. Mesmo com pouca qualidade e sem muita ambição, o Criciúma administrou o placar e frustrou a expectativa da quarta vitória Xavante na Série B.

De acordo com o técnico Rogério Zimmermann, na coletiva depois do jogo, Diogo Oliveira estava descontado e por isso não foi utilizado. Mas em condições normais, não tem como ser reserva de Murilo Rangel. Mesmo que o preferido do técnico tenha feito alguns jogos razoáveis e seja muito aplicado taticamente, é muito abaixo tecnicamente em relação ao concorrente.

Sem terra arrasada, mas possivelmente sempre no limite
Óbvio que não há motivo para terra arrasada. Depois do começo terrível, ter vencido três na sequência diminuiu a tensão na Baixada, mas é evidente que o Xavante não terá facilidades na competição. Está na média técnica da competição pelo que foi visto até agora, no entanto, não dá para imaginar vida fácil para alcançar o objetivo da permanência na competição do próximo ano.

Provavelmente os adversários diretos deverão se reforçar na pausa para a Copa América, já o Brasil, sem recursos, terá de apostar na superação do grupo para alcançar os resultados.

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