Antes de a bola rolar, a expectativa da dupla Bra-Pel era de realizar um grande Gauchão. O Pelotas apostando num projeto de renovação liderado pelo jovem técnico paraguaio Diego Gavilán, e o Brasil no conhecimento do diretor executivo Carlos Kila, buscando jogadores de todo país.

Mas, dentro de campo, os resultados foram bem abaixo do esperado. O Lobão iniciou mal, tirou um coelho da cartola com a improvável vitória diante do Inter no Beira-Rio e, com mais duas vitórias e três empates, só conseguiu garantir a permanência na Primeira Divisão, com míseros 36,4% de aproveitamento.

O Xavante foi ainda pior. Deixou o torcedor sob tensão até a penúltima rodada, quando venceu o clássico Bra-Pel e eliminou o risco do rebaixamento. Com investimento superior à maioria dos adversários, o rubro-negro só venceu dois jogos, sofreu 19 gols e encerrou no limite para se livrar da Segunda Divisão, com apenas 33,3% de aproveitamento.

Erro estratégico
O calendário nacional encurtou o tempo de preparação do Brasil para a competição, mas, como contratou muitos jogadores novos, poderia ter antecipado a apresentação de alguns para diminuir o prejuízo. Não fez isso, provavelmente apostando na qualidade do grupo. No entanto, além da falta de ritmo inicial, o Xavante foi desorganizado demais e tecnicamente apresentou muito pouco. Somente em casa levou 11 gols. As boas vitórias contra o São José, fora de casa, e no clássico, em casa, salvaram o clube de um desastre.
Erro estratégico II
O duro golpe da eliminação precoce na Copinha do ano passado motivou a troca radical no departamento de futebol áureo-cerúleo. Não houve uma definição de um vice de futebol e Sangaletti, substituto de Rafael Farias como executivo de futebol, demonstrou pouco conhecimento de mercado, principalmente se comparado ao antecessor. A maioria das contrações foram inferiores aos que já estavam. Aliás, o time da Segunda Divisão era melhor que o da Primeira.

As indicações de Diego Gavilán foram ainda piores. Vieram vários paraguaios e alguns, titulares por decreto, pouco contribuíram.

Futuro da Dupla
Ao Pelotas é permitido iniciar do zero a partir do segundo semestre para tentar uma vaga nacional através da Copinha e já se organizar para o Gauchão do próximo ano.

Para o Brasil, a situação é bem diferente. O desafio é manter a suada vaga na Série B do Brasileiro. Os recursos financeiros são escassos, a maioria do grupo tem contrato até o final do ano e as contratações deverão ser precisas.
A esperança é que, mudando o estilo de competição, a resposta do grupo também seja bem diferente.

Deixe uma resposta