O modelo de jogo do técnico Rogério Zimmermann já é bastante conhecido. Claro que com o passar dos anos e, principalmente, pela capacidade que ele tem, aumentou o repertório, mas o principal recurso é a solidez defensiva.

Ao longo das suas passagens como técnico xavante, quando teve mais qualidade no elenco, conseguiu fazer com o time também propusesse jogo. No entanto, na maioria das vezes, inclusive na atual temporada, a ideia é de ser mais reativo, com chegada rápida à frente e, muitas vezes, mais direta.

Nas oito primeiras rodadas, as exceções foram os jogos diante do Guarani, em Campinas, e do Operário, no Bento Freitas. Nos demais jogos, até mesmo na vitória em casa contra o América-MG, os adversários foram melhores. Porém, dentro da estratégia estabelecida por Zimmermann, até poderia ter conquistado mais pontos, se tivesse mais competência ofensiva.

Ineficiência comprovada pelos números
O Brasil não sofreu muitos gols. Nas oito primeiras rodadas, foram oito. O problema é a incapacidade de marcar. Foram cinco gols em três partidas e nenhum nas outras cinco.

Dos gols marcados, um foi do atacante Bruno Paulo, dois dos meias Marcinho e Murilo Rangel, e os outros dois foram contra.

Erro de avaliação para reforçar
A falta de capacidade do ataque rubro-negro no início foi gritante. A direção concluiu que as deficiências do elenco são na função de segundo volante e de atacante de lado.

Para o meio-campo, Eduardo Person já foi contratado, mas para o ataque ainda não chegou ninguém. A justificativa de que faltam recursos financeiros é pertinente. Mas, justamente por isso, seria muito mais interessante buscar um jogador de referência no ataque. Optar por um “fazedor” de gols para disputar a posição com Rafael Grampola, que ainda não se achou, em vez de investir em jogador de meio-campo e outro de lado, desperdiçando o talento de Bruno Paulo que disputa posição centralizado entre os zagueiros, sem conseguir render por ali.

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