Imagem: Rede Esportiva

A derrota para o Cruzeiro, embora a posição abaixo da expectativa da equipe mineira, não pode ser considerada um desastre. O Xavante não foi bem no jogo. Errou demais e muito cedo já perdia por 2 a 0, mas o poder de investimento do adversário e a campanha de recuperação sob o comando de Luiz Felipe Scolari amenizam a goleada por 4 a 1.

Naturalmente, quando o resultado negativo é mais expressivo, ocorre a chamada caça às bruxas, responsabilizando individualmente os culpados e é claro que as falhas ocorrem, mas o futebol é coletivo e ninguém ganha ou perde sozinho.

Mesmo que o acesso do Cruzeiro seja improvável, um time que tem, por exemplo, Rafael Sóbis no ataque e ainda William Pottker e Marcelo Moreno para jogar a Série B, não pode ser tratado como “mais um”.

Pés no chão e foco no objetivo
O campeonato rubro-negro é da permanência na Série B e a concentração deve ser sempre nesse sentido. Em alguns bons momentos na competição, com vitórias diante de equipes mais qualificadas e aproximação da parte de cima da tabela, até trouxeram alguma ilusão para sonhar mais alto, mas a oscilação era previsível por ser um time mediano e sem muitas reposições a altura.

A posição e a pontuação ainda são confortáveis, no entanto não dá para vacilar muito. As equipes de baixo que ficaram por algum tempo estagnadas, começaram a pontuar também.

Adversário direto e instável
Logo nas primeiras rodadas o Náutico, adversário xavante nesta quinta (10), estava realizando uma campanha com expectativa de acesso. Estreou com derrota, mas depois emendou cinco jogos de invencibilidade, perdendo justamente para o Brasil na sétima rodada, mas o status começou a mudar mesmo a partir da décima rodada quando começou a perder muito mais.

No momento está na zona do rebaixamento, a nove pontos do Brasil e é importante, no mínimo manter esta distância.

Uma derrota não será nenhum absurdo, mas acende um sinal de alerta, diminuindo a margem de erro para a sequência.

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