As primeiras contratações do Brasil para a Série B – Juba e Murilo Rangel, que já estão em Pelotas – deixaram a maioria da torcida ainda mais preocupada. A campanha ruim do Gauchão causou uma expectativa de mudança drástica no elenco e de contrações de impacto maior. Mas, até agora, os reforços pouco empolgam. Nenhum deles chega com status de titular inquestionável.

A exposição das dificuldades financeiras do clube de certa forma justifica os investimentos mais modestos. O Brasil precisa equilibrar as finanças para diminuir o risco de colocar tudo que conquistou nos últimos anos fora.

A preocupação da torcida é pertinente, mas é melhor investir menos e cumprir com as obrigações do que trazer jogadores mais caros e não pagar ninguém.

Rogério Zimmermann é, e seguirá sendo, o principal reforço xavante para a Série B. Ele sabe como poucos fazer gestão e está acostumado a trabalhar com grupos mais limitados.

A missão de agregar valor na direção do Lobo
Nesta quinta-feira (11), o presidente do Pelotas, Gilmar Schneider, irá se reunir com algumas pessoas que poderão encorpar um pouco mais a direção. Eu tenho falado muito a respeito da capacidade de gestão dele à frente do clube – no aspecto administrativo, inquestionável. Mas como tenho reiterado, precisa também achar o ponto no futebol.

Não é que os resultados sejam tão ruins, mas ainda são abaixo da expectativa. Para quem voltou neste ano para o Gauchão, garantir a permanência para a próxima temporada é satisfatório, mas, pelo que tem feito fora do campo, a ansiedade é por uma vaga em competição nacional.

O presidente precisa de mais pessoas ao seu lado na direção. Ele não abre mão da participação direta no futebol e não quer centralizar num vice de futebol essa responsabilidade. Até entendo, mas Gilmar precisa de dirigentes preocupados com o clube e não ficar só refém de profissionais sem tanta identificação, com uma visão mais individual e momentânea.

Futuro preocupante no Fantasma
Rebaixado a duas rodadas do final da primeira fase na Divisão de Acesso, o Farroupilha preocupa, e muito, em relação ao próprio futuro.

No ano passado, quando saiu da Terceirona, parecia que teria um crescimento gradativo, mas como as despesas foram praticamente todas pagas pelo presidente Marcus Napoleão e com crescimento quase zero de receitas, esse processo acabou travado. Sem recursos, o clube não tem como planejar e fica sempre na dependência de alguém disposto a pagar as despesas, sem expectativa de retorno.

Se não achar um meio de se reinventar, a tendência é de cada vez mais se aproximar do encerramento das atividades profissionais.

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