Na semana passada, quando participou do Programa Pelotense Esportes, na Rádio Pelotense, o presidente do Brasil, Ricardo Fonseca, escancarou os problemas de gestão financeira do clube. Chegou a dizer que arrecada R$ 700 mil e tem um custo aproximado de R$ 1 milhão. A declaração motivou, inclusive, uma nota oficial do clube, procurando amenizar a situação.

Tal dificuldade fez com que o presidente buscasse novamente o técnico Rogério Zimmermann para comandar a equipe e, por que não dizer, o clube. Mais do que a competência como técnico, Zimmermann também tem sido a salvação administrativa do clube. Exigente, acaba se envolvendo em todas áreas e pressiona por melhorias em todos setores.

Mesmo com a ascensão nacional meteórica e o aumento de receitas, o clube não consegue se organizar sem a presença do técnico que, como mostram os números, é competente também no trabalho de campo. Entretanto, essa necessidade de envolvimento com tudo acaba gerando um desgaste muito maior.

Zimmermann cobra, e com razão, um centro de treinamentos compatível com a posição nacional que o clube ocupa. Exige salários em dia e melhores condições de trabalho para os atletas. Tudo isso parece ser óbvio, mas quando Zimmermann se afasta a dificuldade costuma aumentar.

Histórico vencedor
Desde de 2012, quando retornou para o Brasil na reta final do Divisão de Acesso, o técnico Rogério Zimmermann tem sido o principal responsável pela ascensão do clube. Dividindo opiniões em função do temperamento forte, apresenta números incontestáveis à frente do rubro-negro. Comandou a equipe em 422 jogos, venceu 196, empatou 129 e perdeu 97 vezes. Até mesmo a fama de “retranqueiro” contradiz os números. Sob o seu comando, o Xavante marcou 593 gols, sofreu 359 e acumulou um saldo positivo de 234.

Ele já havia tido uma passagem marcante pelo Brasil em 2004 quando conquistou acesso gaúcho, dividindo a idolatria com Claudio Milar. Mas foi na gestão do presidente Ricardo Fonseca que se tornou fenômeno, com um novo acesso regional e dois nacionais.

No retorno, em 2012, não conseguiu o retorno ao Gauchão, mas foi vice na Copa do segundo semestre e montou a base que conquistou o acesso no ano seguinte, sagrou-se campeã do Interior, disputou a Copa do Brasil e saiu da Série D para a B nacional.

Qualificar muito investindo pouco
Foi em 2017, quando precisou reformular o elenco, que o Brasil de Rogério Zimmermann encontrou mais dificuldades. Brigou para não cair no Gauchão e iniciou mal a Série B, o que definiu a sua saída.

A campanha ruim no Gauchão deste ano, deixa muitas dúvidas sobre a qualidade do elenco. Além disso, os contratos da maioria do elenco vão até o final do ano e, como foi dito pelo presidente, o clube tem poucos recursos para investir. O principal desafio será investir pouco e acrescentar muita qualidade.

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