Arte: Rede Esportiva

Muito aquém do esperado. Assim foi a atuação do Brasil diante do CRB, na derrota por 3 a 1. A expectativa, pelos resultados e atuações mais recentes, era de, no mínimo, uma atuação equilibrada. No entanto nada funcionou. A marcação ficou distante e o ataque produziu muito pouco.

A compactação que empolgou a torcida inexistiu em Alagoas. No início, mas bem no início do jogo, até parecia que pelo menos o Xavante controlaria um pouco do jogo com posse de bola ofensiva, mas não demorou para o time alagoano tomar conta do jogo e empilhar oportunidades.

A deficiência técnica individual ficou evidenciada pela dificuldade do time encaixar a marcação.

Daniel Cruz foi eleito vilão no jogo

Nem havia acabado a partida e as manifestações da torcida rubro-negra nos grupos e redes sociais foram quase unânimes nas críticas ao atacante Daniel Cruz.

Concordo que o jogador tenha apresentado pouquíssimos recursos técnicos até agora com a camisa do Brasil e que, realmente, tenha jogado muito pouco diante do CRB, mas, pelo menos desta vez, não foi o único.

É verdade que o técnico Bolívar enxerga virtudes nele que ninguém mais consegue ver. Mas atribuir a um só jogador a atuação fraca de Alagoas é injustiça.

Não houve nem os milagres costumeiros de Carlos Eduardo que, aliás, não teve responsabilidade nos gols sofridos. A dupla de zaga, sempre muito regular, não se achou em campo. O meio também não funcionou e, no ataque, somente Rodrigo Alves, por algumas vitórias pessoais, foi razoável.

Quem se destacou por dar mais movimentação no segundo tempo e pelo gol marcado foi Maicon Assis.

Jogo para ser lembrado e servir como aprendizado

Geralmente as atuações ruins costumam ser rotuladas como “jogos para ser esquecidos”, mas tudo deve servir como lição para a sequência da competição.

Nem tanto ao céu e tanto a terra. Quando ganha não pode achar que está tudo certo e quando perde, não está tudo errado. Claro que a atuação foi surpreendentemente ruim, mas não se pode esquecer o que vinha sendo feito de positivo no trabalho do Bolívar.

O grupo do Brasil está reduzido em quantidade e qualidade e por isso precisa de muita transpiração e aplicação tática para alcançar o objetivo.

Analisando somente os números, o objetivo não está tão distante, mas as vitórias não podem ser adiadas para não esticar a corda e criar uma pressão ainda maior.

O próximo adversário, o Figueirense, vive um momento péssimo na gestão e isso está afetando os resultados de campo. Mas a qualidade do time, pelo menos em nomes, não é compatível com a atual baixa produção. Não dá para contar como jogo ganho, aliás, nenhum na Série B pode ser tratado desta forma.

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