Imagem: Rede Esportiva

Ontem, no Prorrogação, da Dez 91.9 FM, o Renan Turra e eu recebemos o Hélio Vieira, coordenador técnico do Brasil. E entre tantos assuntos em cerca de 20 minutos de entrevista, perguntei ao Hélio sobre o que foi preponderante para a suba de rendimento na última partida. E claro, além da eficiência técnico-tática, ele falou algo que sempre achei importante: o entendimento da realidade local.

Em meio à essa temporada onde o Brasil passa por uma verdadeira tempestade, não foram poucas as vezes onde falei que sentia falta disso no Brasil, principalmente quando via a montagem de um grupo onde poucos que chegavam sabiam a realidade do que era jogar no estado do Rio Grande do Sul(mesmo que como adversário), e, principalmente, como era jogar no Brasil. E isso faz muita diferença.

Por óbvio, a melhora de rendimento se deu por termos visto uma defesa menos exposta e mais consistente, por um meio campo que teve mais a bola e soube explorar os pontos fracos do adversário e por um ataque que foi efetivo. Mas Hélio Vieira e Cleber Gaúcho já tiveram tempo de passar uma diretriz importante ao grupo: o que é preciso para dar certo – e errado – no Xavante.

Nesses anos todos na crônica, nunca fui adepto de extremismos, e sempre achei fundamental que chegassemos ao meio termo em muitas questões. Sou totalmente favorável de que em uma montagem de grupo, tivéssemos jovens promissores e que estes tivessem espaço para jogar. Porém, sempre lembrei da importância de que se tivesse jogadores “cascudos” para segurar a bronca quando fosse necessário, e, mais do que isso, que conhecessem a aldeia. É diferente jogar no Bento Freitas, e, por mais que os neo-táticos achem besteira, faz muito a diferença. E, na falta de um fatia considerável do grupo que saiba disso, Cleber fez esse papel.

O jogo com o Vasco, em São Januário, é outra parada indigesta ao Xavante. O Brasil joga fora, não está bem no campeonato, o Vasco vem de vitória e precisa se reafirmar na competição. Porém, não é proibido pensar grande para essa partida. Reitero: na última rodada o Brasil apresentou produção e padrão de jogo. Se mantiver algo parecido, se mostrar um time forte, com defesa consistente e um ataque efetivo, dá para pensar em algo mais, por mais dificil que seja. E abraçando a cultura de jogo, que já é histórica do clube, mais ainda.

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