Arte: Rede Esportiva

Confesso que ando me policiando para não me tornar repetitivo por aqui, mas em meio a tempos sombrios, nos quais temos pouca certeza sobre o que irá ocorrer no futuro, vira e mexe, o assunto volta ao Covid-19.

Nas últimas semanas, até a suba abrupta no número de casos do Covid no estado, existiu uma pressão absurda quanto à volta do Gauchão no dia 19 de julho, onde sabemos que não é a data mais segura. A pressão foi toda orquestrada pela FGF, dupla Gre-Nal e parte da imprensa da capital. Principalmente dos veículos da empresa que detém os direitos de transmissão do certame.

Os clubes se programaram, e nossa dupla, o que não podia ser diferente, quis fazer o mesmo. Gilmar Schneider e Ricardo Fonseca foram até o Paço Municipal, onde se encontraram com a prefeita Paula Mascarenhas, e ouviram que não teriam liberação para treinamentos antes do dia 6 de julho. A prefeita ainda comentou em uma de suas lives semanais, que voltar o Gauchão agora “seria loucura”, o que eu concordo perfeitamente, e, aparentemente, os presidentes da Dupla também, tendo em vista que não pareceram contrariados após relatarem sobre a reunião.

Paula vai tocando a situação na cidade com firmeza. Prezando pela preservação da saúde da população, colocando órgãos fiscalizadores trabalhando na rua e fazendo tudo o que é possível – e não descuidou da economia. Não poderia, e não o fez, ser mais uma detentora de cargo a ceder à pressão econômica dos que queriam a volta apressada do futebol.

Ouvi de um narrador da capital que “é preciso abrir exceção para o futebol”. Não, caro colega. Não é. O futebol dos grandes centros, onde a capital do estado está incluída, vive em uma bolha de vários aspectos, então ele não pode ser colocado à frente de outras atividades, mesmo que os clubes fora daqueles 13 ou 14 de primeira linha, que não é sua preocupação, possam precisar muito da volta.

Paula fez certo. É preciso dar tempo ao tempo para saber se é prudente voltar aos treinamentos da Dupla. Que siga assim.


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