Imagem: Rede Esportiva

Com a derrota do Brasil no final de semana, chegou ao fim a temporada do futebol profissional na Princesa do Sul. E convenhamos, essa foi daquelas para esquecer. Vejamos: Farroupilha inativo, Pelotas rebaixado com desempenho pífio no Gauchão e o Brasil com desempenho medíocre no certame estadual e uma péssima Série B, onde foi lanterna e rebaixado com antecedência.

Por mais que capitulemos, é difícil achar o motivo de tantos e tantos erros dos clubes da capital nacional do doce. É mais do que preciso entender os problemas e passar longe deles no ano que vem, pois a temporada vai ser de muita pressão na João Pessoa e na Av Bento Gonçalves.

A primeira lição a ser tirada deste ano é saber diferenciar a profissionalização com a adulação aos profissionais. A montagem dos grupos de Brasil e Pelotas para essa temporada foram – em sua grande maioria – feitas por profissionais remunerados, que ambos precisam ter, mas, que além de insuficientes, ganharam status de “super funcionários”. Pintavam e bordavam nos clubes e montaram grupos fraquíssimos. Em um lado da cidade, tivemos esse profissional com carta branca para montar grupo sem aceitar ser questionado, no outro, tinha-se um que nunca havia montado um grupo na vida, que sumiu do mapa e foi altamente defendido pelo presidente da época, que criara narrativas que ninguém aceitou, e que teve sei desligamento noticiado em meio a uma madrugada.

Não sou contra à esses profissionais. Pelo contrário, acho necessário que eles estejam no dia a dia do clube. Só que eles precisam ser altamente cobrados, pois carregam alta responsabilidade em seus atos. Em todo lugar é assim, porque em Pelotas não seria?

Arthur Lannes já tem seu homem do futebol, Hélio Vieira, e este faz muito bom trabalho. Ao que parece ambos trabalham em harmonia e Lannes, cristão novo em cargos diretivos na Baixada, sabe da responsabilidade de trabalhar ao lado de um ídolo extremamente experiente como é Vieira. Já na Boca do Lobo, o novo vice de futebol do clube, Gabriel Ribeiro, já deixou claro que está em busca desse profissional. Conhecendo Ribeiro como conheço, tenho certeza que além da competência, ele está atento por um nome com perfil cordato e aberto ao diálogo junto à direção, afinal, isso deveria ser premissa básica, por mais que casos anteriores façam que pensemos ao contrário.

Sobre a instabilidade política, vista claramente na Baixada e nas entrelinhas na Avenida, não preciso nem dizer que devemos passar longe, não? Mas isso é assunto para outra hora.
Se xavantes e áureo-cerúleos começarem 2022 fugindo dos mesmo erros nos quais incorreram nesta temporada é a certeza que entraremos no ano que chega logo ali em busca de horizonte alvissareiro para os dois lados da cidade.

MERECE PALPITE
Amanhã, América e Chape enfrentam-se em partida pouco atrativa na Série A. Com a Chape já rebaixada, é quase óbvio apostar na vitória de um América que ainda sonha com a pré-Libertadores. Na KTO.com a odd com vitória dos mineiros está com a cotação de 1.33.

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