Imagem: Rede Esportiva

Esqueçam resultado. Não é só por ter perdido para o – muito ajustado – Brusque fora de casa. Não é só pela baixa pontuação. Não são só pelas atuações de pobreza franciscana. Não é pela defecções gritantes no grupo. É por todo o contexto. É por ter pontuação de lanterna e não ter uma autocrítica sobre o atual momento. São só 8 rodadas, mas o Brasil PRECISA se reinventar. E rápido.

No jogo contra o Brusque, foram três volantes ou dois volantes com um deles improvisado na meia? Ninguém sabe. Na tentativa de parar o time catarinense, um ferrolho armado pelo comandante Xavante segurou o adversário o quanto aguentou, mas deixou o Brasil inoperante ofensivamente, que foi chegar na meta adversária apenas na reta final do jogo, e “daquele” jeito. Faltou muita coisa.

Afinal, mesmo que se saiba das dificuldades do Brasil pela maratona enfrentada, e por consequência da falta de treinamento, qual o time titular do Brasil? Qual a ideia de jogo do Brasil? Vocês devem lembrar que este espaço sempre foi lugar de tecer elogios à Claudio Tencatti e que sempre lembrou que era necessário tempo para ver melhora. Mas as coisas estão passando do aceitável.

O mês de junho foi terrível em performance e resultados, e julho é uma verdadeira incógnita. O mês começa contra o fragilizado Cruzeiro, que vive momento de instabilidade e, como o Xavante, é obrigado a vencer. A instabilidade será outro problema para o Brasil passar por cima. É inadmissível não ver um mínimo padrão no time do Brasil.

Mas, voltando ao jogo de quarta, confesso que não entendi a coletiva de Claudio Tencati. Sobrou para todo mundo: direção, grupo de jogadores e, pasmem, para a imprensa. Ele reclamou fortemente da culpa que tem levado nas derrotas e que ninguém da imprensa perguntou sobre um pênalti não dado ao Brasil – no qual teve pouquíssima reclamação por parte do grupo. Entendo as reações de autodefesa, mas elas não farão o Brasil jogar mais. Dentro de um grupo que carece urgentemente de reforços – nos quais um lateral direito, dois zagueiros e um meia são de fundamental importância que cheguem logo – é preciso que o dedo de Claudio Tencati apareça para acertar as coisas, como aconteceu no ano passado. E mesmo que ele tenha dito que esse ano se meteu muito na gestão, sua prioridade tem de ser – sempre – o campo. Volte apenas às instruções no gramado, professor. Em 2020 deu muito certo, esse ano precisa dar também, pois a torcida do Brasil depende muito do senhor para não sofrer tanto.

MERECE PALPITE
Hoje, a aposta será em uma múltipla: pela Copa América, o Brasil (odd 1.34), que vem sobrando no continente, enfrenta o Chile e deve vencer com alguma tranquilidade. Já na Série B, o Coritiba (1.63), afirmado na competição enfrenta o Remo, que há pouco trocou de técnico. E por fim, em um jogo que promete bastante, o líder Náutico, enfrenta o bom time do Operário, mas jogando em casa, aposto minhas fichas no líder, que tem odd 2.00. Esses três palpites em uma aposta acumulada, dão odd total de 4.37.


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