Imagem: Rede Esportiva

Ontem, no Prorrogação da Dez FM, o Renan Turra, o Edson Luis e eu, ouvimos o único candidato declarado à presidência do Brasil: Eduardo Fagundes. Ele, que já trabalhou no clube nas área de patrimônio e comercial e foi assessor da presidência, bateu um papo conosco, explicando os motivos que o levaram a colocar seu nome à disposição, mas deixou claro sua disposição em dialogar. O que acho extremamente saudável.

Tanto Giovani Alcantara, como Evanio Bandeira e Eduardo Fagundes são reconhecidamente Xavantes, e tem total legitimidade para serem candidatos, como qualquer outro que se encaixe no pré-requisitos colocados pelo Conselho Deliberativo do clube. Porém, após a gestão de Nilton Pinheiro, ficou claríssimo que o Brasil precisa mais do que nunca de paz nos meandros da Baixada. Diálogo, pacificação e a unidade do clube devem ser colocadas à frente de qualquer candidatura. E foi o que ouvi ontem, na entrevista de Fagundes, e fiquei bastante satisfeito.

Não serei intransigente ao ponto de achar que uma eleição serviria para dividir o clube. Muito pelo contrário. Em tempos tão sombrios, como os que vivemos atualmente, ter a possibilidade de escolher entre duas(ou mais) propostas, pode ser considerado um privilégio. Eu sempre defenderei eleições, mesmo que aqui na cidade esse tema seja sempre visto com reticência por conselheiros de Pelotas e Brasil. Lembro que em 2019 tivemos uma eleição para o Conselho Deliberativo do Brasil, onde João José Cruz venceu Nilton Pinheiro por larga vantagem, porém, isso não criou uma oposição feroz no conselho. Ao contrário: para eleger-se presidente do clube, Pinheiro buscou apoiadores de Cruz para fazer parte de sua chapa.

Por óbvio que, em tese, uma chapa de consenso faria que eventuais desgastes não fossem ocorrer. Porém, até chegar na realidade, sabemos bem que isso pode não se concretizar. Mesmo com uma chapa apenas, mensagens aos programas de rádio, rodas de conversa no Café Aquários e outras coisas que já conhecemos, seguirão. O que é perfeitamente normal, pois isso é inerente ao futebol, e em uma realidade onde se vive duas paixões tão grandes como Brasil e Pelotas, isso sempre irá ocorrer.

Ainda assim, louvo a ideia de diálogo e unidade. A entrevista de Eduardo Fagundes me deixou a melhor das impressões, independente se o candidato seja ele ou outro. Pouco importa. Nas palavras de Fagundes, notei que a ideia de pacificação está em alta na Baixada. Que assim siga.

MERECE PALPITE

Na volta dos campeonatos após a data FIFA, o primeiro grande que vai a campo é o PSG, que recebe o modesto Angers. Com odd de 1.32 na kto.com, a apostar no Paris é ter a famosa “bola de segurança”.


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