Imagem: Rede Esportiva

Com o respeito que meus amigos Gilmar Schneider e Gabriel Ribeiro merecem, escrevo essas linhas para fazer uma humilde sugestão aos que tem o poder de decisão na Avenida Bento Gonçalves. Com o tempo para planejar-se para a Segundona do ano que vem – a FGF ainda não definiu a data de começo da competição – sei do afinco e da seriedade do projeto que está sendo traçado para fazer com que o Pelotas faça um “bate-volta” no segundo nível do futebol pampeano.

Ribeiro já falou em entrevistas que pretende contratar primeiro o gerente – ou diretor executivo – para depois contratar o treinador. Acho correto, pois há bem pouco tempo, vimos, aqui na aldeia mesmo, o quão prejudicial quando o contrário é feito. E, mais ainda, quando o técnico indica o profissional do bastidor. Porém, não é novidade para ninguém que o rebaixamento, entre tantos problemas, trouxe um para o Pelotas: ter um técnico disponível desde cedo.

Conversei recentemente com Gabriel, e ele me garantiu que não há nome contratado e apenas uma série de conversas em curso. Me reiterou que o planejado é tentar contratar o gerente primeiro. Mas quem seria o técnico? Os principais nomes, por óbvio, já estão empregados em equipes que disputam a primeira divisão. O recém promovido Daniel Franco renovou com o União, já Badico, que conseguiu o mesmo feito, diz que seu compromisso com o Guarany acaba domingo. Será? Creio que sua identificação com o Brasil – mesmo tendo atuado pelo Pelotas – possa pesar contra.

Lembro que agora não há um Thiago Gomes “sobrando” por aí. Na ocasião do planejamento visando a Segundona 2018, quando o Lobo foi campeão, o executivo da época, Rafael Farias, foi buscar o promissor técnico, que acabou saindo após a disputa da Copinha 2017 e na pré-temporada 2018, indo para a base do Grêmio. Bem avaliado nos corredores da Boca do Lobo, hoje Gomes seria um nome completamente fora da realidade financeira do Pelotas.

Paulo Porto? Pouco provável. Gelson Conte? Marcio Nunes? Luis Carlos Winck? Também creio que não. Então lembrei de um técnico que há muito não se houve falar, mas que, a meu juízo, supriria as necessidade do áureo-cerúleo: Clemer.

O ex-goleiro não comanda um clube desde 2018, justamente quando esteve na cidade, treinando o Brasil e foi vice-campeão estadual daquele ano, e participando de boa parte da Série B. Mesmo fora do mercado neste período, Clemer segue no estado. Tem residência fixa em Porto Alegre, e tem investimentos na vizinha cidade de Cerrito, distante 59km de Pelotas.
Com Clemer, o Pelotas teria um verdadeiro gestor de vestiário. Quando goleiro, sempre foi um líder e “segurava as pontas” no vestiário colorado. Quando técnico, segundo me disseram alguns jogadores, é do tipo paizão, mas rígido com todos. Lembremos a dispensa de Alisson Farias no Brasil.
Além do mais, tanto no vitorioso trabalho na base colorada, quanto no Brasil finalista do Gauchão, víamos um times fortes fisicamente, que se impunham e que jogavam. Além disso, Clemer sempre prezava por um jogo aéreo forte, tanto defensiva, quanto ofensivamente. Fator primordial na Segundona.

Não sei se ele foi, ou será procurado. Também não sei nem se aceitaria. Porém, dentro da escassez de nomes disponíveis que se encaixariam no perfil adequado, creio que apostar em um nome com essas credenciais, seria longe de ser uma má escolha.

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