Imagem: Rede Esportiva

O Brasil segue sem vencer no Brasileirão da Série B. Na sexta, dentro da Baixada, o time Xavante apenas empatou contra Remo em 1×1. Em uma partida que ficou marcada por gols anulados e expulsão inexplicável de Rildo, o “facho verde de esperança”, como já disseram Julinho, Moisés Santana e Sereno, no sucesso do Fundo de Quintal, de 1986, é de que o Brasil de Cleber apresentou produção ofensiva. E melhor: padrão de jogo.
Na noite de sexta, minha primeira impressão era de que as improvisações de João Siqueira na lateral e a manutenção de Kevin na linha de três meias dificilmente fosse dar certo, porém, este colunista errou. Kevin, junto com Rildo, foi um dos melhores do Brasil. Já Siqueira foi consistente, e um dos pilares do bom desempenho defensivo do time de Cleber.

O Brasil saiu na frente, com um gol que começou nos pés de Kevin e achou Erison, que, como legitimo camisa 9, recebeu na área, e colocou para o fundo da rede. Confesso que não conhecia o novo camisa 9 Xavante, mas, com todo respeito à Junior Viçosa, das poucas vezes que o vi, já me parece que é um jogador mais preparado para ser o comandante de ataque do Xavante. Ainda no primeiro tempo, o time do norte do país chegou ao empate, com Lucas Tocantins, em um lance no qual achei falha da defesa. Logo após o gol de empate, Netto fez o segundo Xavante, porém o VAR apontou irregularidade, e mostrou que o atacante do Brasil estava minimamente adiantado.

Na segunda etapa, o Brasil voltou bem. Conseguia ter a bola, e a fazia circular pelos lados, além do corredor central. Rildo, como no primeiro tempo, era o ponto central do time. Ele buscava a bola nas pontas, no corredor central e até ia junto dos volantes buscar a bola para o começo das jogadas. Nitidamente, o dono do time. E, em uma jogada no qual foi protagonista, ele virou o nome do jogo por outra questão: uma expulsão dificil de entender. A jogada começou com Bruno Matias, que se enroscou com o defensor do Remo. A bola sobrou para o camisa 10, que desferiu um chute potente, sem nenhuma chance para defesa. Um golaço.

Após o gol, o VAR chama a arbitragem e indica irregularidade no começo do lance. Uma falta, a meu ver discutível, onde o árbitro, inexplicavelmente, deu cartão amarelo para Rildo. Se a falta ocorreu, o cartão deveria ser para Bruno Matias, e não para Rildo. Como o camisa 10 Xavante já tinha cartão amarelo, com o segundo, ele foi expulso. Inexplicável.

No fim das contas, o empate em 1×1 foi um misto de indignação e esperança. Indignação por parte da arbitragem, que influenciou diretamente no resultado da partida. Já a esperança ficou por conta do que se viu em campo: contra um adversário do mesmo tamanho que o seu, o Brasil mostrou padrão de jogo. Se via – nitidamente – começo, meio e fim das jogadas, além do que já me referi acima, que foi produção ofensiva. Cleber está acertando a mão. E isso é bom. Dá esperanças de um futuro alvissareiro, ou, no mínimo, menos doloroso ao torcedor Xavante.

MERECE PALPITE
A segunda-feira marca duas partidas pela Série A do Brasileiro: Fortaleza x Cuiabá e Fluminense x Bahia. Com odd’s boas (Fortaleza 1.53 e Flu 1.87), os mandantes tem favoritismo e devem vencer. Vale fazer uma fézinha.


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