Imagem: Rede Esportiva

Quando falei aqui que a parada no cerrado era duríssima, convenhamos que, não era preciso ser um grande expert em Série B para chegar a tal definição. O vice-líder(que, a meu gosto, joga mais bola que o líder) recebia o lanterna, que vem apresentando muitas dificuldades em produzir algo. Era difícil prever algo que contrariasse os prognósticos de vitória verde. E foi exatamente isso: depois de um primeiro tempo razoavelmente equilibrado, a parte final foi complicada. Os comandados de Cléber Gaúcho se desarrumaram em campo, e apenas assistiram o Goiás jogar.

Quando falo em primeiro tempo razoavelmente parelho, me refiro justamente aos lampejos que o Brasil nos mostra de apresentação de padrão tático. Nesse período, o time da Baixada conseguiu ter a bola, variando nas descidas ao ataque e sendo forte defensivamente. Parecia um bom sinal, porém, como também já falamos aqui, o grande desafio de Cléber é conseguir dar continuidade a isso, pois em toda competição, foi visto em uma ou duas vezes. Contra o Goiás mais uma vez a cena foi idêntica.

Após um primeiro tempo onde esteve muito longe de ser dominado, o segundo foi muito complicado. Parecia que uma chave havia sido desligada e o Brasil, simplesmente, parara. A partir de então, o quadro era um só: o Goiás atacava e o Brasil tentava, de alguma maneira, bloquear os ataques do esmeraldino. Por fim, o 2×1 para o Goiás foi longe de ser injusto, e, acima de tudo, imprevisível. A partir de agora, o quadro fica ainda mais delicado, e será necessário agarrar-se em todas as esperanças possíveis para imaginar um final de temporada melhor do que foi o restante dela.

FALTOU SENSIBILIDADE

Amanhã acontece o tão esperado reencontro entre o Brasil e sua torcida no estádio. Após a liberação por parte das forças de segurança e da prefeitura municipal, o Brasil terá até 2500 torcedores no estádio, graças a liberação no conselho técnico da Série B, que deu conta de que, em todas as praças com a liberação do poder público local, a presença da torcida está liberada nos campos de futebol.

Espero que nessa tentativa de volta à normalidade na nossa Princesa do Sul, haja bom senso entre os que frequentarão a Baixada, tendo em vista que com o bom andamento da vacinação, os números referentes ao vírus baixaram consideravelmente, mas eles ainda não acabaram.

Quanto ao valor dos ingressos, achei totalmente fora da realidade e de bom tom. Entendo, claro, que para abrir o estádio os custos são elevados. Entendo também que vivemos em uma crise financeira gravíssima no país, e o Brasil então, nem se fala. Entendo também que o Brasil tem um quadro social baixíssimo, e urge a necessidade de aumentá-lo. Mas, entre nós, será que precisava cobrar 70 reais de ingresso nas atuais condições? O Brasil é lanterna, estamos em um final de mês e o torcedor seria um acréscimo considerável. Muita gente ainda está sobrevivendo do auxílio emergencial do governo federal. Outros ainda recebem parcelado, e outros tantos seguem desempregados. Será que essa quantia fará com que a dívida do Brasil seja abatida consideravelmente? Creio que não. Porém, quero entender que a explicação para esse valor seja além das possibilidades nas quais me referi aqui.

MERECE PALPITE

Hoje, as 16h, o Barcelona recebe o Granada, pelo Campeonato Espanhol. Se ainda tenta se reconstruir nessa nova fase sem Messi, é impensável achar que o Barça não vença o Granada, que, na Kto.com, tem odd de 10.00. Os Culés, que devem vencer, tem odd de 1.30.

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