Imagem: Rede Esportiva

Não querendo ser chato, mas já sendo, os últimos jogos da dupla Bra-Pel demonstraram que o que escrevi na última coluna, aqui neste espaço, tem algum fundamento. Não tenho a intenção de ser o dono da verdade, e meus anos na crônica já me fizeram entender que, quando se emite uma opinião, a tendência é de que, quase sempre, se tenha oposição ao que foi dito. E, para não fugir à regra, a última coluna teve apoiadores e opositores. Perfeitamente normal. Nunca fui, não sou nem serei comentarista de resultados. Minha obrigação – e de todos que tem espaços de opinião – são duas: não subestimar a inteligência de quem me acompanha nos meus espaços e comentar o que realmente vejo. Independente de protestos ou festejos. E sigo com a opinião da semana passada: de que a dupla da Capital Nacional do Doce urge por equilíbrio. Por mais que o jornalista Mário Filho, que hoje dá nome ao estádio do Maracanã, tenha dito que o “futebol é a arte do imponderável”. Por oscilações ou pelo imponderável, por falta de opções ou de qualidade em alguns casos, é preciso ter equilíbrio.

Na quarta passada, o Pelotas teve a melhor atuação no ano quando bateu o São Caetano por 3 a 1 no estádio da Avenida Bento Gonçalves. Foi coeso, seguro e mostrou um padrão de jogo que, se repetido, é de time que pode brigar por vaga. Não teve problemas de uma ponta à outra do campo, e foi senhor do jogo durante todo o tempo. Porém, quando se esperava o começo do “embalo”, só empatou com o fraco Tubarão no final de semana, em uma tarde de futebol paupérrimo de ambos os lados. Os goleiros foram espectadores de luxo. Para ter certa tranquilidade, em um grupo onde as quatro vagas estão sendo disputadas “à unha”, ninguém pode se dar ao luxo de perder esses pontos. E sem jogar bem ainda… Não é preciso dizer que na abertura do returno a necessidade pela volta do bom futebol da semana passada é mais do que necessária.

Na Baixada, não foi muito diferente. Contra um Figueirense esfacelado, com apenas 15 jogadores (dois eram goleiros) disponíveis por conta de um surto de covid-19, e quem nem a comissão técnica tinha (o auxiliar de preparação física), o Brasil foi inoperante. Mesmo com seis desfalques, eu esperava mais do time de Hemerson Maria, que já deu mostras que pode render bem e de maneira equilibrada, mas ainda não conseguiu. A fragilidade do adversário era outro ponto que podia ter sido melhor abordado, mas, mesmo tendo sido gravemente prejudicado no final do jogo, com um gol mal anulado, ficou um sentimento de que era possível apresentar bem mais.

Que nos jogos contra América-MG, nesta terça (20), e Tubarão, nesta quarta, nossa Dupla reencontre o caminho do bom futebol e consiga resultados positivos. Aguardemos!

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