Imagem: Rede Esportiva

O Brasil estreou na Série B do Brasileirão empatando, na última sexta-feira, em 0 a 0 com o Londrina. Como falamos na última semana aqui nesse espaço, não se veria um grande jogo, muito menos uma excelente atuação do Brasil. Era o time do Gauchão, e não poderíamos esperar muito mais do que já havíamos visto no certame pampeano. E foi exatamente isso, com dois pontos – um positivo e outro negativo – nos quais gostaria de ressaltar: a suba de rendimento com a entrada dos reservas, e a inoperância em não conseguir se sobrepôr ao Londrina, estando com um a mais desde os 32 minutos iniciais.

Dentro do campo, a formação e a ideia de jogo foi quase a mesma do Gauchão: vimos um time bem assistido defensivamente, porém, com diversas dificuldades na transição defesa-ataque. Principalmente quando o Londrina bloqueou o corredor central do campo, obrigando o Xavante a apostar nas descidas em velocidade de Jarro e Netto – que pouco fez – e, por vezes, na ligação direta. Ainda assim, na mescla de investidas ofensivas, onde o Londrina chegou mais vezes, o Brasil teve boas chances, com Jarro, Ícaro e com Paulo Victor, que, em uma bola estranha e cheia de veneno, acertou o travessão.

Comentando o jogo, na Rádio BraPel da Web, fui perguntado no intervalo pelo Edson Luis, se esperava que o Brasil melhorasse, já que tinha um jogador a mais. De bate-pronto respondi que era necessário. Contra 10 jogadores do Londrina, o Brasil precisava apostar na movimentação rápida, triangulações e passes curtos, para que a defesa do time paranaense se desarrumasse e os espaços aparecessem. Não foi o que aconteceu. A volta para o campo na etapa final foi de um filme parecido com a primeira etapa, com o Brasil tendo dificuldades em ter a bola, e com quase nenhuma circulação de bola, principalmente pelo fato das atuações de Paulo Victor e Netto terem sido muito abaixo do esperado.

Mas, a partir das mexidas de Cláudio Tencati, somado ao desgaste do Londrina, as coisas melhoraram de maneira consistente: Cristian, Gabriel Terra, Fabrício, mas principalmente Ramon e Kevin, foram protagonistas na suba de rendimento, e da pressão imposta nos últimos minutos, que fez o goleiro Cesar, do Londrina, ser protagonista.

No fim das contas, o 0 a 0 ficou de bom tamanho, e esperado. A inoperância de não conseguir “sobrar” contra um adversário com 10 jogadores ainda é retrato dos problemas do Gauchão. Preocupou? preocupou. Mas, era esperado. Como já falamos, a melhora vai ser lenta e gradual. A entrada dos reforços vai dar o tom da melhora esperada e que o clube precisa. Depois disso, resta dar o tempo necessário para que Tencati dê a nova cara para o Brasil.

Até isso acontecer, o Brasil vai oscilar. É normal. Será preciso paciência, e entender que vai ser mais importante ser efetivo do que achar que é possível fazer apresentações de encher os olhos, mesmo com o protesto de quem ache o contrário. Mais uma vez, paciência.

MERECE PALPITE
Hoje, às 20h, no Maranhão, o Sampaio Corrêa enfrenta um dos favoritos ao acesso, o Goiás. Com a chegada dos artilheiros do Campeonato Paulista (Bruno Mezenga) e do Carioca (Alef Manga), o esmeraldino goiano, que tem bom odd (2.29) deve bater os donos da casa.

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