Arte: Rede Esportiva

Tive acesso ao documento enviado pela FGF ao governo do estado do Rio Grande do Sul para a volta do Gauchão já em 19 de julho. Vocês sabem o que penso quanto a isso. Acho muito arriscado voltar no mês que vem, e creio que pela maneira que vem conduzindo o estado em meio à pandemia, o governador Eduardo Leite – acertadamente – não vá aceitar a proposta.

Porém, quero me ater ao que vi do proposto pela FGF. O protocolo em alguns pontos é louvável (principalmente quando fala em um número extremamente enxuto de profissionais nos estádios), porém, a sugestão de centralizar na tríade POA/Vale dos Sinos/Serra é esdrúxula. A região de Pelotas, HOJE, é a ÚNICA com a bandeira amarela, segundo classificação emitida pelo governo do estado. Em tese, a região “menos perigosa” quanto ao contagio do Covid. Luciano Hocsmann, presidente da FGF, falou para a RU sobre: “A Zona Sul não está no protocolo para não levarmos 10 delegações para a região mais o staff da FGF, para não fazermos aglomerações na rede hoteleira e em algum deslocamento. Brasil e Pelotas irão para a região proposta para a retomada apenas após o clássico Bra-Pel”, disse.

Convenhamos, não há o mínimo de lógica nisso, se formos falar em saúde pública. Querer voltar o Gauchão com a curva de contágio ascendente, e ainda em regiões onde as condições sanitárias não são as melhores do estado?

Não achem que é bairrismo, porque não é essa minha intenção. Até pelo fato de que não creio que o governador vá aceitar, e também acho que a prefeita Paula Mascarenhas, que conduz a cidade de maneira brilhante quanto ao caso, também não gostaria. Minha perplexidade é em cima de um protocolo feito priorizando quem está nessa área, após uma pressão quase insuportável de parte da imprensa da Capital há mais de um mês.

Vamos combinar: o documento não deverá ser aceito, mas foi feito apenas em cima de comodidade de logística para quem não está nos extremos do estado, pois a questão sanitária ficou lá atrás.

Um comentário

  • Luiz Carlos Knopp 19 / 06 / 2020 Resposta

    Sem dúcida o que está prevalecendo é o interesse financeiro dos patrocinadores, principalmente da RBS, detentora dos direitos de transmissão. Logo ela, que manda todos ficarem em casa, mas quando isso atinge seus negócios, muda de opinião.

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