Imagem: Rede Esportiva

É consenso que a Série B é extremamente complicada. Não trata-se de uma competição de jogos de elevado nível técnico, mas sempre serão jogos muito competitivos. Sempre. A margem para erros infantis é muito pequeno, a ponto de quem acabar incorrendo neles, poder passar algum trabalho considerável para bater suas metas na competição. É fundamental estar 100% focado apenas no que ocorre dentro do campo.

No caso específico do Brasil, mais uma vez a meta é chegar com alguma tranquilidade aos 45 pontos. E pelo o que se espera da Série B, mais uma vez será peleado. Reitero o que venho falando: creio que a ideia do Brasil seja boa. Apostar em jovens sempre é válido, e principalmente quando estes venham de centros importantes do futebol brasileiro. E é o que a direção Xavante vem fazendo: o clube buscou jovens do Grêmio, Vasco, Cruzeiro, Atlético-MG e América-MG. Clubes do primeiro estágio do futebol nacional. Além disso, muitos jovens são bem falados, como Fabrício, Kevin e Lucas.
Ainda sinto falta de reforços que agregassem qualidade e experiência, mas ainda tenho fé que estes possam chegar para facilitar a vida do Brasil na competição, pois eles serão precisos. Tudo o que for para agregar qualidade ao time rubro negro será de vital importância. A Série B será uma carne de pescoço(como sempre), mas o Brasil já está mais do que ambientado à essa questão.

Por tudo isso, ressalto uma preocupação: focar única e exclusivamente no futebol. Para navegar em mar calmo durante toda a competição, não há espaço para procurar problemas ou achá-los onde eles não existem. Após o empate da estreia, Cláudio Tencati falou que não mudará uma linha do que foi planejado com o presidente Nilton e os integrantes do departamento de futebol. Certíssimo. Mas porquê não o faria? Tem mais gente querendo meter seu bedelho onde não é chamada? Lembrem do que a dupla mais vitoriosa dos últimos anos na Baixada sempre disse: vestiário é lugar sagrado, e só deve estar lá quem, de fato, tem de estar lá. Quem seguia esse lema? Ricardo Fonseca e Rogério Zimmermann.

Outro ponto foi o que vi/ouvi no pós jogo. Quando chegou, Tencati se destacou por não ter rodeios e falar, sem melindres, apenas de futebol. E acima de tudo: o que realmente foi visto no campo de jogo. Sexta, após o empate – esperado – com o Londrina, ele fugiu à regra, quando não gostou quando foi questionado por um colega sobre a atuação ter sido ruim (o que eu, particularmente, não achei). Também não entendeu a pergunta sobre a reformulação do elenco, e, por isso, a atuação poderia não ter sido de encher os olhos. Nas duas perguntas, o técnico Xavante subiu o tom e fez colocações que fugiram do habitual.

Direito dele, óbvio. Mas em sua grande maioria, nós cronistas, e boa parte da torcida, estamos cientes de que será necessário tempo para ver a melhora do Brasil. E ela deve acontecer. Repito: existem bons jogadores no Brasil, e Tencati ainda é o expoente do grupo. Porém, creio ser de bom grado focar só no futebol. Sem achar problemas externos, e muito menos procurar pelo em ovo. Só quem tem a ganhar é o Brasil.

MERECE PALPITE
Hoje, pela Copa do Brasil, o Bahia enfrenta o Vila Nova em um jogo que deve ser bastante disputado. Porém, em boa fase na temporada, a tendência é a vitória do Bahia, que tem boa odd: 2.05.

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