Arte: Rede Esportiva

Começo esse texto falando que não sou autoridade sanitária nem tenho intenção de ser. Respeito os que pensam ao contrário, mas tenho sérias restrições à ideia de termos bola rolando antes do pico da pandemia ter chegado e ido embora. Quem me acompanha sabe disso.

Vejamos: aqui no estado, quando se chegou em um consenso que o futebol voltaria, estipulou-se julho para voltar aos treinamentos e agosto, o Gauchão. Mas a pressão da dupla Gre-Nal e RBS foi tão insuportável que o começo deve ser oficializado para o dia 19 de julho. Será que 12 dias farão tanta diferença? Lembro que dos 26 estados da federação (mais o DF), apenas RS, SC e RJ (com números exorbitantes de mortes) sinalizam de forma concreta a volta dos certames estaduais. E aí? Voltaremos mesmo em meio ao rigor do frio do pampa, algo que, todos sabemos, acaba potencializando – muito mais – problemas respiratórios? Colocaremos em risco, ainda mais, centenas ou milhares de pessoas? Temos confirmação que aqueles que têm vaga em campeonatos nacionais voltarão ao campo de jogo em seguida? Não tenho tanta certeza disso. Tomara que eu esteja errado. Lembro que a propagação do vírus é muito mais rápida e complexa do que pensar apenas em contágio de jogadores.

É evidente que também sei que muitas pessoas dependem direta e indiretamente do futebol no aspecto financeiro. A roda precisa girar para que o eixo da economia que envolve a bola funcione e o estrago financeiro seja o menor possível. Mas será que, analisando minuciosamente, a data estimada pela FGF para começo do Gauchão é a correta? Não dá para esperar um pouquinho mais? Nem vou tocar no escárnio cogitado no Rio, que é voltar ainda em junho. Mas aqui na província de São Pedro o quadro poderia ser melhor visto. O governador vem levando a situação de maneira brilhante, bem como a prefeita Paula, porém, Gauchão, com uma, duas ou mais sedes, agora, não é totalmente seguro. Torço para que dê tudo certo, que voltemos à normalidade (ou quase isso) e que o desfecho seja o melhor possível. Aguardemos!

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