Arte: Rede Esportiva

A quinta-feira (9) foi dia de definições importantes: primeiro, a definição do novo calendário de competições da CBF, divulgado no final da manhã. Já no começo da tarde, o governador Eduardo Leite anunciou, via live, a liberação para a realização dos jogos restantes do Gauchão, que após reunião com Luciano Hocsmann, definiu a volta para o dia 23 de julho.

Todos sabem que eu acho bastante temeroso, e até precipitado, a volta do futebol aqui no estado neste mês julho, que não está nem na metade, e que já assusta bastante. Os números da pandemia dispararam: em Pelotas, a média de novos casos diários fica entre 15 e 20. Em Porto Alegre, o número de 100 mortos chegou após 3 meses e meio de pandemia. E recentemente, em pouquíssimos dias, aconteceram mais 40 óbitos. Mas, se a bola vai rolar no país, a província de São Pedro também terá jogos de futebol valendo três pontos. Prometo que, até segunda ordem ou qualquer outra atipicidade, tentarei me ater a um conteúdo mais positivo, e voltado ao que ocorre dentro do campo.
E a volta, dia 23, terá grandes jogos: Gre-Nal, Ca-Ju, Clássico do Vale e o maior clássico do interior: o Bra-Pel.

Não há dúvidas que será o clássico mais peculiar da história contemporânea, mais que centenária, do embate entre Lobos e Xavantes. Uma partida que arrasta multidões, faz uma cidade parar e mobiliza vários segmentos da sociedade, será diferente. Em tempos de “novo normal”, teremos o estádio com as arquibancadas vazias, sem a imprensa presente nas cabines e atrás das goleiras. O público presente será apenas as delegações dos dois clubes, a equipe da arbitragem e poucos funcionários do Pelotas, que é o mandante. E dentro do campo?

O Brasil terá poucas novidades em relação ao time que já estava disputando o Gauchão. O presidente Ricardo prometeu reforços pontuais, e que já estariam acertados verbalmente, mas como ainda não os conhecemos, hoje, o grande protagonista seria Hemerson Maria, o novo comandante rubro-negro. O treinador, antigo desejo do presidente, vem com moral, e neste momento, é o principal nome do novo Brasil. O torcedor xavante deposita esperanças no seu técnico para um bom resto de temporada.

Já na Avenida, será tudo novo. Assim da parada, Gilmar Schneider deu o bilhete azul para jogadores e comissão, e os poucos que tinham vínculo voltaram. O clube apostou no jovem Ricardo Colbachini, bicampeão de aspirantes pelo Inter, e inclusive tendo sido interino por um breve período do time principal do Colorado. Dos nomes já conhecidos, permanecem bons valores como Felipe Chaves, Mateus Santana e Hugo Sanches. Alex Henrique, que estava como artilheiro do Campeonato Goiano, deve ser o comandante de ataque. O experiente Helder, na lateral esquerda, também vem do futebol goiano. Jovens como Fabio Alemao, Ariel, Milla e outros também serão outras apostas, que passaram pelo crivo de Colbachini.

Será um clássico diferente, que, como quase todos os outros, é impossível fazer prognósticos. E nesse, as interrogações transcendem a tradição e rivalidade, por conta da parada forçada por mais de 100 dias dos clubes. Aguardemos o que nos espera. Em seguida tem Bra-Pel.

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