Imagem: Rede Esportiva

Não há dúvidas de que todo recomeço gera, no mínimo, apreensão. Aquela sensação de que tudo pode dar certo, e as coisas entrarem no bom caminho é sensacional. Mas, claro, que para outros, não tão otimistas, aquela pontinha de temor de que as coisas possam não acontecer da maneira planejada existem também. E no ciclo que irá recomeçar ao Brasil, mais precisamente no dia 28 de maio, não é diferente.

Os últimos dois Gauchões foram marcados por desvios bruscos de rota, e a nau Xavante viajou pelo mar mais bravio possível. Já no último Brasileirão, após passar por algumas tempestades, o aporte ao cais foi razoavelmente tranquilo. A pontuação necessária para permanecer foi obtida algumas rodadas antes do fim.

O novo Brasil levará algum tempo para entrar nos eixos, muito possivelmente, isso ocorrerá em meio ao começo da Série B. Não pensem que por mais que a maioria dos reforços chegue nos próximos dias, a partida inaugural, contra o Londrina, seja um primor. Não, não vai ser. Será necessário ter um pouco de paciência com Claudio Tencatti e seu comandados, pois, basicamente, teremos um novo time, e possivelmente com ideias novas.

O que chama atenção é a nova mentalidade do departamento de futebol. O Brasil, em situação financeira difícil, recorre à parcerias com clubes do primeiro escalão do futebol nacional. Do Galo já chegaram Wesley, Paulo Victor e Kelvin; do Grêmio veio Fabrício e sempre pode chegar mais alguém, devido a ótima relação entre as duas direções; do Cruzeiro, o zagueiro Arthur deve ser anunciado, e fala-se no atacante Wellinton Torrão; do Flamengo, Klebinho tem negócio adiantado, e até onde sei, mais um atleta poderá chegar. Tudo isso fora os negócios pontuais, como Denilson, Bruno Aguiar – que a direção não confirma, mas já trata de sua volta assim que possível – e outros nomes que devam chegar, principalmente o meia articulador, que quase foi Renan Bressan, mas o negócio não se concretizou. A direção segue buscando um nome de alto nível para suprir a lacuna da camisa 10, que, desde a saída de Diogo Oliveira, nunca mais teve um nome à sua altura. É imprescindível ser cirúrgico na escolha dos jogadores “cascudos”

O Brasil tem “jóquei”. Tencatti já provou que seu perfil encaixou-se com o do Brasil e as coisas, melhores planejadas, podem dar muito certo. E agora, com reforços que são/serão fruto de pensamento fora da caixa, a barca Xavante pode passar por alguma intempérie no começo da série B, mas, espera-se que, logo ali na frente, o céu desanuvie, o temporal possa passar e as águas ficarem calmas para a melhor navegação possível. Estou gostando do que vejo.

MERECE PALPITE
Hoje, às 21h, o Boca recebe o líder do seu grupo, Barcelona de Guayaquil, pela Libertadores. Com a derrota do Santos pro The Strongest, com uma vitória, o instável Boca pode se encaminhar para chegar na última rodada com vantagem na zona de classificação para poder passar de fase. Porém, a instabilidade dos argentinos pesa contra, somado ao melhor momento dos equatarianos. Devido todos esses fatores, e a chance de um jogo aberto, vale o investimento em ambos marcam, que tem odd altíssima, de 2.30

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