Arte: Rede Esportiva

O Brasil não fez um grande jogo na estreia da Série B 2020, mas fez um jogo seguro e coeso. Correu riscos, foi atacado, mas a proposta de Hemerson Maria era nítida e funcionou. Ele ainda explicou, após o jogo, o que todos vimos.

Confesso que a única questão que achei uma coisa e acabou sendo outra, foi uma só: pensei que ele pudesse seguir com mais tempo na questão do jogo reativo, mas não, ele disse que foi usado pelas circunstâncias. Tenho a impressão que seguirá um tempo com uma ideia parecida com a do jogo do Cuiabá.

Do empate de sábado, vi com bons olhos as atuações individuais do goleiro Rafael Martins e do volante Bruno Matias, que, por sinal, deixou boa impressão e pode ser um jogador extremamente interessante. Jogador de mobilidade, com bom vigor físico e que demonstrou inicialmente, bom poder de marcação. Os poucos minutos de Luiz Henrique em campo foram bastante agradáveis de observar, porém, só aqueles parcos minutos são muito pouco para dizer se o jovem tem de jogar. O que pode ser dito é que se somarmos esses poucos minutos, mais os outros poucos minutos já vistos anteriormente, junto da passagem dele pela base do Inter, já o coloca em status de opção válida para Hemerson Maria, e à frente de Cristian.

E qual o outro jogador que quero falar? Leandro Leite. Sim, o capitão segue sendo importante. Principalmente agora. Vejamos: Leandro não é o mais o mesmo de três ou quatro anos atrás, quando esbanjava força junto da sua liderança. Realmente suas características mudaram. Hoje, Leite mudou as características apresentadas em campo, mas segue sendo útil pela segurança em campo, e por sua liderança.

No Gauchão ele não atuou no jogo com o Juventude, mas foi titular, e elogiado pelo técnico, contra o São Luiz. No time misto do Bra-Pel ele nem apareceu. Foi poupado. Começou o Brasileirão e o que aconteceu? Lá estava Leite como titular.

Aí vocês me dizem: “Ah, mas ele perdeu força e velocidade.” Sim, concordo. Mas a temporada 2020 – que acabará em 2021 – será atípica. Será preciso “cortar caminho” em algumas situações, e até Hemerson Maria chegar em uma formatação de time coesa e definitiva, independentemente se Leandro Leite estiver na formação definitiva, não é inteligente – e Hemerson não o fará – abrir mão de influência e liderança do capitão.

Até as coisas se resolverem, vermos o que realmente os reforços apresentarão, o entrosamento acontecer e o comandante achar de fato a melhor ideia em cima da matéria prima apresentada, gostem ou não, é preciso manter o espaço do camisa cinco.

Terça, contra a Ponte, será um jogo bem complicado. O time paulista é longe de ser mau time, e pode complicar o jogo na Baixada. E no último sexta, um ex-presidente do Brasil me lembrou algo que havia me passado batido: “Eduardo, este ano não vamos ter um fator decisivo: a nossa torcida. Quando as coisas não dão certo, a torcida sempre nos carregou nas costas. Vai ser mais uma coisa que precisamos enfrentar.” E esse histórico dirigente (que não identificarei pois não sei se ele gostaria de ser identificado) acertou: será mais uma coisa a ser vencida. Porém, já deu para ver que o Brasil tem técnico. Isso é importante. E o capitão estará ajudando, não tenho dúvidas.

 

Lista de comentários

  • Luiz Carlos Knopp 11 / 08 / 2020 Resposta

    Fecho com teu comentário, mas entendo que o Luiz Henrique, na relação com Delatorre, é infinitamente melhor. Ex-presidente para fazer o comentário citado, só pode ser o Monta.

  • Xavante Munhoso 11 / 08 / 2020 Resposta

    “Time misto” no Brapel?! Qual jogador era titular?

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