Imagem: Rede Esportiva

Venho falando sobre o tema há um bom tempo: a melhora técnica do Brasil deverá acontecer de maneira lenta, porém gradual. Nesse meio tempo será necessário vivermos a linha tênue entre a aflição de ver um nível baixo de atuação com a certeza de que essa melhora levará um tempo. E todos sabemos que isso não será fácil. Quanto mais tempo tiverem resquícios do Brasil do Gauchão, mais dificuldades veremos para o time de Tencatti.

Existem jogadores que já estão disponíveis e, invariavelmente, serão titulares logo logo. Aliás, vejo como gritante a titularidade de Kevin, Gabriel Terra e Ramon. Eles já se mostraram mais úteis que Arthur, Paulo Victor e Junior Viçosa. Outros ainda precisam estar regularizados e/ou em melhores condições físicas, como o volante Denilson, que veio para ser o esteio do time. Além disso, como informou o amigo Fernando Monassa, da Rádio Pelotense, mais outro meia de articulação, desta vez, experiente, deve chegar. Renato Cajá mais uma vez foi tentado, porém, o clube esbarrou no mesmo motivo que fez o negócio não progredir da vez anterior: o alto salário do meia. E lembro que o Brasil ainda tenta a liberação de Bruno Aguiar ao Novorizontino. São muitas as possibilidades de troca no time, e que podem fazer o Brasil melhorar.

Porém, ainda trago à baila assunto da coluna de ontem, que é a preocupante manutenção de nomes no time titular que não deram certo, e a falta de repertório ofensivo no aspecto coletivo, igualmente preocupante. Conversei ontem com um dos cardeais do Bento Freitas, e este experiente dirigente, que concorda comigo quanto a melhora acontecer aos poucos – ele até relatou que com a quantidade de jogadores chegando, é impossível querer melhora de uma hora para outra – disse que acha preocupante ver o Brasil incorrendo nos mesmos erros do Gauchão, mesmo tendo tido mais de um mês de trabalho entre as competições. E eu concordo. Por mais que fossem os mesmos jogadores, alguma melhora, por menor que fosse, já teria de começar a ser vista. E essa preocupação não é só dele e nem desse reles escriba. Existem milhares de torcedores Xavantes que comungam do mesmo sentimento.

Vejamos: com Kevin na lateral-esquerda, a linha de três com Jarro, Gabriel Terra e Netto, e com Ramon na frente, imprescindivelmente haverá melhora. Nem que seja individual, mas não tem como pensar ao contrário. E vamos combinar que, coletivamente, é mais fácil de progredir com qualidade do que com peças que tenham menos bola no corpo. Uma coisa é esperar pela melhora, outra é perder tempo esperando melhora de onde já vimos que dificilmente vá ocorrer, ou que vai levar um tempo ainda maior do que o aconselhável.

Para o final de semana, no embate contra o Vasco da Gama, no dia dos namorados, creio que se possa ver um pouquinho mais de melhora. É preciso. O tempo está passando, e sei que pela sexta rodada o padrão deve aparecer, mas com o aparecimento de novos nomes no time titular, essa melhora precisa aparecer, independente do grau que seja. Afinal, antes uma melhora pequena, do que se manter nos mesmos problemas de sempre. Que assim seja.

MERECE PALPITE

A Seleção Brasileira enfrenta hoje o Paraguai, em partida pelas Eliminatórias, em Assunção. No meio da crise interna da CBF, que acarretou na queda do presidente Rogério Caboclo, ao que parece, o vestiário segue intocável. Jogadores e comissão técnica estão fechados e focados no objetivo principal, que é a vaga para a Copa do ano que vem. A aposta na vitória do escrete canarinho é o mais provável e tem boa odd (1.53).

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